Michelangelo

Urgir canhão de avarandadas náuseas
Tal qual cinemas falam que podes ser
Se já foi se já é
Na importa!
Sutilezas mastigam mãos às testas

Extremos no pousar fixo
Rebaixado à máquina das vestes
Induz músicas ao sepulcro
Do acompanhante solitário
Sofrido pela infância

Uma criança não pode ouvir adeus dos pais

Um toco atirado pelas grades sempre retorna para o que veio

Urina na ridícula planta

Mil sensualidades de mulheres caem ao holocausto
Nem contornos, nem prazeres, nem obscenidades...
Quando fios rompidos conduzem-nos à cozinha sem comida
É sinal que a garrafa secou

Seco estas tu que sopra para cinzas não bem vindas
Nem para quedas.
Onde fica escondida a negação?

Derrotas abatem victorias
No gelo que diz não,
Na ausência que diz sim
Nas obras do homem
No seio de mim.

A cadeira quebra
Um corpo esculpido Davi em mármore
Quebra-se
Às tosses de pernas abertas
Envoltas ao intencionado orgasmo.

Submited by

Tuesday, December 15, 2009 - 20:04

Ministério da Poesia :

No votes yet

Alcantra

Alcantra's picture
Offline
Title: Membro
Last seen: 11 years 5 weeks ago
Joined: 04/14/2009
Posts:
Points: 1563

Add comment

Login to post comments

other contents of Alcantra

Topic Title Replies Views Last Postsort icon Language
Poesia/Disillusion Cama sartriana 2 2.208 08/08/2009 - 00:53 Portuguese
Poesia/Intervention Ópium fumando Maio 4 1.258 08/05/2009 - 20:05 Portuguese
Poesia/Erotic À sorrelfa 3 1.603 08/05/2009 - 16:08 Portuguese
Poesia/Meditation Leitmotiv 1 1.770 08/05/2009 - 15:22 Portuguese