Contra Tempo

Contra quem está agora?
Seu caminhar é interminavel,
mas há um conflito notório entre seus pendulos inventados
e o deslizante universo que o rege.

Pra onde vai o tempo que não vejo?
Como se eu visse as horas e me confomasse por controlar
meus passos rápidos na manhã nublada.

Por que a chuva ou o sol são de sua alçada?
O tempo dribla os especialistas
e impede o transito aéreo quando é mau.

Quando será bom sempre?
Não será sempre o tempo que nos habituamos a questionar.
Parecerá uma orquestra mediada por um surdo
(como se não pudesse ser).

Tá bom, tempo incerto.
Deixarei de me corroer em dúvidas sobre sua parcimonia.
Viverei sob sua tempestade, sob seu dia claro.

Ampararei os relógios com pilhas novas.
Te pararei com minhas mãos e te livrarei novamente
para entardecer o que vier de novo.

Modificarei meus transtornos.
Recriarei novas fórmulas pra não mais envelhecer seu curto recreio.
Limparei seus visores atômicos pra terminar com a imprecisão.

Reterei uma quantidade maior de líquidos.
Transpirarei mais quando me atrever a te citar sem entendê-lo.
Assim, terão algo decente pra ler quando quiserem te esgotar.

Certo, tempo indeciso!
Quando quiseres mais de mim,
mais de mim faltará no compromisso separatório!

Peremptório, tempo desigual...
Os seus sons se misturam antes de chegarem aos nossos ouvidos.
Reprimem o que de maior há...
A vida.

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Monday, January 18, 2010 - 15:59

Ministério da Poesia :

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robsondesouza

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