Tributo à finitude do ser

O infinito...
Ah, o infinito!
Tão evidente, desafiando a razão.
O que é? O que será? por que está?
Em vão perscrutamos seus mistérios.
Sabemos que, além das certezas deste mundo, as dúvidas serão sempre inifinitas como todo o conhecimento?
Em vão calculamos os espaços, desenhamos os planetas e sondamos as estrelas...
O que temos a descobrir é milhões de vezes o que pensamos saber.
Vã é nossa vida embasada nesta crença, vã toda a ciência e vão todo o ter...
Trilhões de vezes o que temos não chegará perto do que há e vai haver.
Vã é toda a certeza do que somos...
Nós que caminhamos nesse vagar disperso,
Para onde vamos?
Vaidades, já dizia o Eclesistes!
Contudo, se julgarmos, mesmo assim, sermos felizes, valerá, enfim, o pó que somos, a poeira na qual existimos, o quase nada que entendemos e aquele barro de onde nascemos.
Recebemos a medida útil da vida,
Encontramos com o instinto a correnteza das águas,
Tecemos a lã, fizemos o pão.
Com toda a ciência e com toda a razão,
Não fizemos de tudo tão conscientes...
O amor é para dementes?
A felicidade é para os da razão?
Feliz, amigo ouvinte,
(Te trago a lente)
Valerá o sopro...
O espírito vívido latente...
A inquestionável finitude
Até, como agora,
Ser tão pouco eloquente...
Valerá calar...
Descansar livros e leis;
Negligenciar a Hegel;
Esquecer Aristóteles;
Pecar contra Marx;
Refutar o dialeto da dialética...
Sim,
Valerá viver...
Valerá valer...
Valerá romper...
Valeu Deus!

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Monday, May 10, 2010 - 20:25

Ministério da Poesia :

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brunoteenager

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