Nas distâncias os ecos de outras palavras,
Os julgadores têm sempre
uma lança afiada, desconfiada
voltada de dentro para dentro
no espelho onde se encontram!
Observam os actos
nas medidas sentidas,
medidas dos seus trapos…
Estendem os dados
com as mãos guarnecidas do âmago!
Pulsam as armas
que sabem manusear,
cegam os olhos com as ilusões
que sabem contar…
Julgam que sabem!
Sabem julgar
as conjunturas em que vivem
nos gestos com a mão
que não sabem emprestar!
Contam contas
de um rosário de perjuros
a luz que vestem
só para se transformarem
nesses julgadores em bem querer…
Sei-lhes o cheiro
nas distâncias os ecos de outras palavras,
os julgamentos que os vi julgar
nas sombras
encontro o espelho,
o reflexo verdadeiro
que nem a luz os faz brilhar…
Neste devaneio
até julguei que sabia julgar
mas enganei-me,
soube quando aprendi
a sentir esse olhar…
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