A cama e o sexo


Antes de dizer adeus e mergulhar
Na inconsciência de ares novos,
Amava segurar minha boca
Com doce beijo seu adocicado hálito,
Amava escorregar língua na língua
De onda encontrando praia.

Sem querer voltar adormeci
Acordando incapaz de lembrar
De coisas inconscientes sonâmbulas.

Uma nova olhadela envolta de lado
Desperta um novo horizonte pupilante.

Brilhos arrastados para os cantos dos olhos,
Mãos sem rostos voavam em face minha
De face deixada de ser minha,
Lábios soltos em carne vermelha
Deleitavam meu amor
Em camas macias de sexo.

Mais uma vez quase não voltei
E você soltou minha mão
Quando enxurradas de janeiros molhados
Puxaram-me para loucos cabelos
Misturados ao branco peito macio intumescido.

Não tenho culpa quando distante me fui
Com doce beijo vermelho de acidulada língua
Da inexistência sua.
De me culpar agora que voltei
Normal, tão normal, mais que normal,
Já que te deixei para trás.

Não importa,
Mais uma vez
Uma vez mais
Pedirei seu doce beijo novamente
Até o inconsciente me roubar
E me assolar por inteiro
E me esgotar por inteiro

Preciso dum doce beijo adocicado hálito
Acordar de bruço na fria rocha
Na ponta daquela montanha,
Montanha de biquinhos seios róseos.
 

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Martes, Abril 12, 2011 - 19:22

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Alcantra

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A cama e o sexo

Um belíssimo  poema, gostei muito!

Destaco s versos abaixo:

Preciso dum doce beijo adocicado hálito
Acordar de bruço na fria rocha
Na ponta daquela montanha,
Montanha de biquinhos seios róseos

Meus parabéns,

MarneDulinski

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