OS LÁBIOS SÃO A PONTE QUE NOS LIGA

Encontrei-te no meio do nada, onde tudo era eclipse.

Onde os nossos passos eram peixes fora de água
e as nossas mãos silêncio.

Onde as nossas palavras eram sombras subtraídas da vida
e os nossos olhares lágrimas.

Vi-te à primeira vista,
sem conquista porque já éramos nossos no tempo,
sem hesitar porque já nos pertencíamos no espaço.

À deriva pelo tempo como dois destinos
numa só pedra onde nascemos para ser amantes.
Mas que ainda não havíamos sido esculpidos pelo cupido.

Desencontrados pelo espaço
como duas partículas pelo mesmo ar.
Encontrarmo-nos foi como luz em despiste
pela recta da estrada que agora nos leva de nós até a nós.

Foi uma onda que nos arrancou do fundo do mar
da tristeza e nos largou loucos na praia dos nossos corpos.

Foi como um sopro de vento que nos tirou a alma
do deserto da noite e nos semeou à beira do rio dos beijos
onde os lábios são a ponte que nos liga e as línguas arco-íris.

Agora que nos temos, o infinito está em cada acordar,
a perfeição está em todo o lado que preenchemos a dois.
Encontrar-te é encontrar-me… Conhecer-te é conhecer-me.

O amor está por toda a parte.
Habitamo-nos como as estrelas pintam o céu.
Entregamo-nos como as flores enamoram o sol.

 

 

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Saturday, January 21, 2012 - 00:26

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Henrique

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Como é delicioso

Como é delicioso ler-te...Inspiras minha mente a escrever sobre beijos (mais uma vez) e o que é curioso, ainda hoje pensei nisso, na ponte que um beijo faz, no beijo quando este se prende a outro e simplesmente, não descola, não se demove, não se quer deixar a quem se beija.

Um beijo

Joana

 

 

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