MORTE - Gil Bertho Lopes

Os mistérios, mesmo os mais obscuros
Costumam ter um pé na realidade
Nada existe de mais verdadeiro do que o que é divino
Mas o divino nos é oculto

A terra da morte espalha sua rede cruel ao redor

Quisera sentir durante a noite
O delicioso frio do pavor penetrar em minha carne
Adormecer feliz, murmurando suaves coisas ao sonhar
E assistir a grande paz tomando conta do quarto
Meus lábios exalando comprido suspiro de alívio
O corpo como mera paisagem
Transformado num vívido coração de luz

A vida se compõe de soluços
Fungadelas e sorrisos
Mas predominantemente de fungadelas

Nos olhos de espasmos e abatimento
Lágrimas a escorrerem salgadas e sentidas:
“ - Era de espírito simples e coração generoso”
“ - Agora é uma estrela nova no céu”

A Morte e a Vida são uma prece
Atração e repulsa
Desejo de aceitação e abandono
As virtudes das pedras
Contra os horizontes das areias

Queria ter tido tempo
De por uma casaca de arlequim nas ideias sérias.

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Thursday, July 30, 2009 - 12:37

Poesia :

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GilBerthoLopes

GilBerthoLopes's picture
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Comments

jopeman's picture

Re: MORTE

Gosto sempre de te ler
Mto bom poema
Abraço

GilBerthoLopes's picture

Re: MORTE

Sinto-me lisonjeado.Seus comentários me impulsionam a querer escrever mais e mais.Muito obrigado pelo incentivo. Abraço

MarneDulinski's picture

Re: MORTE

GilberthoLopes!

Lindo, gostei!

Mas, se tiveres disposição, de uma chegadinha em meu Poema, Estágios de Vida e Morte, publicado aqui no WAF, onde terás um pouquinho de minha opinião sobre o assunto!
Muito Obrigado,
MarneDulinski

Danielagomes's picture

Re: MORTE

Amigo,gostei imensamente do seu poema.
Tu usaste uma linda linguagem,realmente
inspiradora.bravo!
Parabéns,
grande beijo :-)

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