Horror Vacui

Horror Vacui
Também meu, é o meu oposto,
Será meu, tudo o que digo,
O silêncio e o silogismo silente,
Que sempre me apoquenta,
Será meu, tudo o que
Dá razão à razão suficiente
Para renunciar ao que venero,
Incluindo mim próprio,
O meu próprio veneno,
As minhas hierarquias, virtudes,
E ideais de falsa modéstia.
No quarto para as duas da vida,
Numa curta tarde d’outono,
Descubro tardio, que a verdade
Parte do real, e não da ilusão,
Talvez o silêncio do vazio,
Suprimisse esta minha inútil voz
Que diz só aquilo que quero s’pero
Ouvir, mortas filosofias, opiniões
Perfeitas, “horror vacui”, angustia
É o que sinto em mim, medo
Do escuro, peculiar, omnipresente,
De que faço parte e me vejo,
Através de uma janela verde,
Estranha e muda, tanto quanto
O silêncio que posso, à noite
Ouvir, pois não é da noite que falo,
É do seu oposto igualmente.
Joel Matos 19 Novembro 20/25
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É o que sinto em mim, medo Do
É o que sinto em mim, medo
Do escuro, peculiar, omnipresente,
De que faço parte e me vejo,
Através de uma janela verde,
É o que sinto em mim, medo Do
É o que sinto em mim, medo
Do escuro, peculiar, omnipresente,
De que faço parte e me vejo,
Através de uma janela verde,
É o que sinto em mim, medo Do
É o que sinto em mim, medo
Do escuro, peculiar, omnipresente,
De que faço parte e me vejo,
Através de uma janela verde,
É o que sinto em mim, medo Do
É o que sinto em mim, medo
Do escuro, peculiar, omnipresente,
De que faço parte e me vejo,
Através de uma janela verde,