Cata-vento
O cata-vento me olha.
No outro extremo, o vento o toca.
Fiel, olha para mim e pára.
Virado para o outro lado agita-se.
Meu cata-vento, por que ousa em dançar tanto ao vento
E comigo não cede sequer um movimento?
Ora bolas! Isso não aguento.
"Não agite por mim, seu ciumento!
Na verdade, me basto em olhálo.
Não me custa o mínimo bailar.
Sou feliz quando estou a fitá-lo.
Se se exapera pelo meu proceder,
Devo lembrá-lo quando há pouco estava lendo...
É que pude perceber seu olhar
Quando a brisa veio aos seus pensamentos".
Cata-vento, olha só o que diz!
Cá estou me instruindo com os livros.
Ler é tudo o que faço, sabe bem o que sou!
Um escritor sem os ler não está vivo.
"Sim, eu sei... E é por isso que eu digo:
Não há porquê o seu grunhir... Você o faz a toa.
Enquanto vira as páginas do seu livro,
Virarei, pois, ao vento minhas folhas...
E ponto final"!
Bruno Resende Ramos.
Nasceu em Viçosa, Minas Gerais, aos 5 dias de março de 1969. Filho de Edir de Resende Ramos e João Lopes Ramos. Formou-se em Letras e Artes pela Universidade Federal de Viçosa e cursou Pós-graduação em Língua Inglesa.
Livros: Coletâneas "Poemas e outros encantos", "Contos e Crônicas para viagem", "Livre Pensar Literário", "Semeando idéias... Colhendo poemas", "Infância que te quero ter", e técnicos "Plantio Econômico e Prático de Eucalipto", "Combate às Formigas - Cortadeiras".
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Poesia :
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Comments
Re: Cata-vento
Um ponto final que toa de continuação...
:-)
Re: Cata-vento
Muito bom,amigo. Remeteu-me ao tempo que se brincava com cata-ventos, piões. Ótimo jogo de palavras, do menino com seu brinquedo. Um abraço