Uma Observação

A moça está sentada. O moço amado
Para uma contradança vai “tira-la”:
— Dá-me a honra?” — Pois não- E pela sala
Eil-os a passear de braço dado.

De amor quanto protesto alambicado
Daqueles meigos corações se exala,
Te que as palmas batendo o mestre-sala,
Toma lugar o par apaixonado!

Começa a dança. A mão do moço, esperta,
Bole, mexe, comprime, apalpa, aperta,
Durante uns turbulentos balances,

E uma senhora, que não é criança,
Sentada a um canto observa que na dança
Hoje trabalham mais as mãos que os pés.

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Wednesday, April 15, 2009 - 22:01

Poesia Consagrada :

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ArturdeAzevedo

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