ATÉ LOGO AMOR

Como é bom ouvir o cantar do galo
Misturado com o teu respirar ao meu lado
Num acordar agarradinhos na fornalha dos lençóis
Calorosamente tingidos por mais uma noite de tantas
Em que assinamos a dois um adormecer apaixonados
Madrugada fora, abrigados numa partilha de calor
Enquanto o galo canta desperta a ternura em nós
Num presente que partilhamos num beijo terno
Nas nossas faces pálidas e quentes madrugadoras
Que depois de um suave bom dia em voz rouca
Soltamos nossos corpos em gemidos de preguiça
Interrompida por um abraço que estala os ossos
Finalmente espertamos numa brincadeira de cócegas
Carregando positivamente mais um dia de felicidade
Nessas primeiras gargalhadas quase silenciosas
Quão barulhentas de energias inventadas por nós
Recordações que nos sustentará até ao fim do dia
Depois de nós acorda o dia timidamente da aurora
Com o som repetido de todas as manhãs da natureza
Convidando-nos para o banquete da vida simples
De repente a corneta do padeiro na rua que ainda dorme
Lembra o pequeno-almoço em mais uma troca de carícias
E espalhando sorrisos pelo nosso ninho de amantes
Terminamos o jejum e combinamos os planos do dia
Que depois de umas apalpadelas delicadas e agradáveis
Por entre beijos e beijinhos satisfeitos em pressa
Despedimo-nos para mais um ganha-pão com orgulho
Dos sacrifícios que os nossos sonhos exigem
Até logo amor!

Submited by

Friday, March 14, 2008 - 20:33

Poesia :

No votes yet

Henrique

Henrique's picture
Offline
Title: Membro
Last seen: 11 years 3 weeks ago
Joined: 03/07/2008
Posts:
Points: 34815

Add comment

Login to post comments

other contents of Henrique

Topic Title Replies Views Last Postsort icon Language
Poesia/Thoughts DA POESIA 1 14.860 05/26/2020 - 22:50 Portuguese
Videos/Others Já viram o Pedro abrunhosa sem óculos? Pois ora aqui o têm. 1 60.573 06/11/2019 - 08:39 Portuguese
Poesia/Sadness TEUS OLHOS SÃO NADA 1 13.015 03/06/2018 - 20:51 Portuguese
Poesia/Thoughts ONDE O INFINITO SEJA O PRINCÍPIO 4 15.090 02/28/2018 - 16:42 Portuguese
Poesia/Thoughts APALPOS INTERMITENTES 0 13.677 02/10/2015 - 21:50 Portuguese
Poesia/Aphorism AQUILO QUE O JUÍZO É 0 15.340 02/03/2015 - 19:08 Portuguese
Poesia/Thoughts ISENTO DE AMAR 0 12.077 02/02/2015 - 20:08 Portuguese
Poesia/Love LUME MAIS DO QUE ACESO 0 15.416 02/01/2015 - 21:51 Portuguese
Poesia/Thoughts PELO TEMPO 0 12.642 01/31/2015 - 20:34 Portuguese
Poesia/Thoughts DO AMOR 0 12.053 01/30/2015 - 20:48 Portuguese
Poesia/Thoughts DO SENTIMENTO 0 13.526 01/29/2015 - 21:55 Portuguese
Poesia/Thoughts DO PENSAMENTO 0 18.225 01/29/2015 - 18:53 Portuguese
Poesia/Thoughts DO SONHO 0 13.723 01/29/2015 - 00:04 Portuguese
Poesia/Thoughts DO SILÊNCIO 0 12.064 01/28/2015 - 23:36 Portuguese
Poesia/Thoughts DA CALMA 0 14.163 01/28/2015 - 20:27 Portuguese
Poesia/Thoughts REPASTO DE ESQUECIMENTO 0 8.991 01/27/2015 - 21:48 Portuguese
Poesia/Thoughts MORRER QUE POR DENTRO DA PELE VIVE 0 15.279 01/27/2015 - 15:59 Portuguese
Poesia/Aphorism NENHUMA MULTIDÃO O SERÁ 0 13.131 01/26/2015 - 19:44 Portuguese
Poesia/Thoughts SILENCIOSA SOMBRA DE SOLIDÃO 0 12.509 01/25/2015 - 21:36 Portuguese
Poesia/Thoughts MIGALHAS DE SAUDADE 0 13.996 01/22/2015 - 21:32 Portuguese
Poesia/Thoughts ONDE O AMOR SEMEIA E COLHE A SOLIDÃO 0 11.063 01/21/2015 - 17:00 Portuguese
Poesia/Thoughts PALAVRAS À LUPA 0 9.708 01/20/2015 - 18:38 Portuguese
Poesia/Thoughts MADRESSILVA 0 9.530 01/19/2015 - 20:07 Portuguese
Poesia/Thoughts NA SOLIDÃO 0 13.500 01/17/2015 - 22:32 Portuguese
Poesia/Thoughts LÁPIS DE SER 0 14.252 01/16/2015 - 19:47 Portuguese