O véu da névoa

A névoa pousaria triste.
Acredita-me ser o dono de seu véu em pouso.
E sou um lunático atônito
A enxergar no véu as luzes de alguém que me roubou no sono tantas noites.

Poeta, por que mesmo existes?
Alguém te fez insano
A escrever os sonhos
Que nunca sequer alcançou os pés?

A névoa,
A névoa sabe a quem lhe cabe
Roubar calores
Para tecer na relva o véu das flores.

Perdido no céu um olhar trite...
Ao alcance está
Somente dos poetas como deuses
Que lhes doam
O mais belo brilho
De seu olhar...

Só lá o verdadeiro amor existe.

Bruno Resende Ramos.

Nasceu em Viçosa, Minas Gerais, aos 5 dias de março de 1969. Filho de Edir de Resende Ramos e João Lopes Ramos. Formou-se em Letras e Artes pela Universidade Federal de Viçosa e cursou Pós-graduação em Língua Inglesa.

Livros: Coletâneas "Poemas e outros encantos", "Contos e Crônicas para viagem", "Livre Pensar Literário", "Semeando idéias... Colhendo poemas", "Infância que te quero ter", e técnicos "Plantio Econômico e Prático de Eucalipto", "Combate às Formigas - Cortadeiras".

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Wednesday, May 19, 2010 - 23:41

Poesia :

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brunoteenager

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deborabenvenuti's picture

Re: O véu da névoa

Mesmo através do véu que encobre as flores,há os amores que nunca deixarão de existir...Enquanto houver um poeta,o véu do seu olhar transcederá o portal dos deuses,onde o amor nunca adormece.

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