Peixe Palhaço
Num aquário de vidro baço,
Abandonado pelo esquecimento.
Nadava um peixe palhaço,
Apavorado pelo tempo.
Tempo que a ele não pertencia,
Apenas acomodado ao seu espaço.
Imaginava o mundo em que vivia,
Através daquele vidro baço.
Suspeitando alguma razão de ser,
Procurava uma saída.
Desejando o sentido viver...
No fundo procurava a sua vida.
Solitário de todo o sempre,
Sem nunca ter visto uma palhaça,
Um palhaço que devia ser contente,
Não se achava com muita graça.
Com voltas e mais voltas,
No ciclo do seu mundo
Questionou-se pelas respostas,
Levando as questões, um pouco mais a fundo.
Porque não via o mundo em redor
E sentindo-se aprisionado,
Deixou de ser um rodopiador,
E foi de frente contra o vidro embaçado.
Sem saber qual o resultado,
Pensou que teria mais sensatez
Não fazer aquilo a que era obrigado,
E foi contra o vidro mais uma vez.
E outra e outra sem se fartar.
(Porque vontade era o que ele tinha)
Viu que a sua jaula se estava a quebrar.
E deu-lhe com mais força ainda.
Com a sua cabeça machucada,
Bafejando pelo esforço.
Deu uma ultima cabeçada,
Quebrando todo aquele fosso.
Saltando para a liberdade,
Entre gotas de agua e vidros espalhados pelo ar.
Descobriu o que era a felicidade,
E que fora de agua não sabia respirar.
Aproveitou todos os segundos que conseguiu,
Olhando para tudo o que desconhecia.
Caiu no chão e sorriu,
Morreu um peixe palhaço... mas cheio de alegria.
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