CONCURSOS:
Edite o seu Livro! A corpos editora edita todos os géneros literários. Clique aqui.
Quer editar o seu livro de Poesia? Clique aqui.
Procuram-se modelos para as nossas capas! Clique aqui.
Procuram-se atores e atrizes! Clique aqui.
Cumpro com rigor a derrota

Será minha a minha vida ou roubada
A outros, às sombras, o destino que
Me é dado acreditar e me cabe por
Direito, cumpro com rigor a derrota,
Sigo o resto que a maré deixa de lodo e
Sargaço na areia assim os meus sapatos
E o musgo em carpete sob meus passos,
Que o não os sinto nem ligam meus pés
Ao sub-mundo que me consente apenas
Passadas pequenas em minúsculas, rústicas
Pernas, inútil vida de sombras eternas
Roubados os mortos, perpétuos e terrenos,
Será minha a minha vida ou é simples cinza
Doutras vidas e de quem já viveu e a
Água do meu lavatório, sangue e urina
Que Orpheu verteu no covil do Demor-
-Gorgon. Diz-se que depois de extinta
A cinza não gera fogo e a Acácia não
Floresce de novo em tom amarelo sem
Repousarem um inverno e as folhas, troncos
Nus e despidos, áridos como a minha paixão,
Ardido meu peito e a crença que não sou eu,
Nem me conheço, sendo minha a vida
Esta não me foi dada, sou um arremedo
De outras, idas numa sucessão de sombras
Tão sombrias quanto o escultor cego e surdo,
Que as talhou num panteão que não é meu,
Num poço profundo, longe dos crentes,
De todos e de tudo, não longe do “cu-do-céu”,
Cumpro com rigor a derrota espiritual, digo adeus,
Como cada homem que a vida deixa no caudal
Dum rio sem barca, num mar sem margem …
Joel Matos ( 05 Dezembro 2020)
http://joel-matos.blogspot.com
https://namastibet.wordpress.com
Submited by
Poesia :
- Se logue para poder enviar comentários
- 7383 leituras
Add comment
other contents of Joel
| Tópico | Título | Respostas | Views |
Last Post |
Língua | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Ministério da Poesia/Geral | Doce manifesto da vida | 50 | 9.364 | 10/22/2019 - 15:32 | Português | |
| Ministério da Poesia/Geral | Pra'lém do sonhar comum ... | 80 | 16.917 | 10/22/2019 - 15:03 | Português | |
| Poesia/Geral | Ranho e linho... | 79 | 13.431 | 10/22/2019 - 15:01 | Português | |
| Ministério da Poesia/Geral | Sonhar é cabelo, | 58 | 13.642 | 10/22/2019 - 15:00 | Português | |
| Ministério da Poesia/Geral | Tudo em mim | 40 | 6.757 | 10/19/2019 - 00:52 | Português | |
| Ministério da Poesia/Geral | É hoje o dia… | 301 | 15.620 | 07/12/2019 - 12:47 | Português | |
| Ministério da Poesia/Geral | Sendo eu outro | 77 | 12.079 | 06/10/2019 - 18:56 | Português | |
| Ministério da Poesia/Geral | Meu cabelo é água e pêlo, sonho é sentir vê-lo… | 37 | 13.563 | 06/10/2019 - 18:03 | Português | |
| Ministério da Poesia/Geral | Sou feliz porque não escrevo… | 49 | 6.188 | 06/10/2019 - 15:28 | Português | |
| Poesia/Geral | O triunfo dos relógios ... | 167 | 67.081 | 06/07/2019 - 20:02 | Português | |
| Ministério da Poesia/Geral | O meu préstimo… | 250 | 19.009 | 06/07/2019 - 19:59 | Português | |
| Ministério da Poesia/Geral | (Busco a eternidade-num-saco-vazio) | 265 | 20.745 | 06/07/2019 - 19:55 | Português | |
| Ministério da Poesia/Geral | Pois tudo o que se move é sagrado. | 368 | 18.860 | 05/23/2019 - 20:40 | Português | |
| Ministério da Poesia/Geral | Minha voz não vê … | 232 | 44.505 | 05/22/2019 - 19:48 | Português | |
| Ministério da Poesia/Geral | (Ouçam-me, pra que eu possa…) | 123 | 10.468 | 05/22/2019 - 15:34 | Português | |
| Ministério da Poesia/Geral | Sou um homem complicado… | 156 | 13.156 | 05/22/2019 - 09:22 | Português | |
| Ministério da Poesia/Geral | Aos pássaros acresce o voar | 112 | 9.560 | 05/22/2019 - 09:18 | Português | |
| Ministério da Poesia/Geral | Tão livre quanto prisioneiro… | 388 | 17.978 | 05/22/2019 - 09:03 | Português | |
| Poesia/Geral | Nada tenho pra dizer ... | 285 | 17.515 | 05/18/2019 - 16:54 | Português | |
| Ministério da Poesia/Geral | Tudo isso me dói e odeio… | 124 | 15.314 | 05/17/2019 - 12:42 | Português | |
| Ministério da Poesia/Geral | Governador de mim… | 416 | 18.936 | 05/16/2019 - 15:46 | Português | |
| Ministério da Poesia/Geral | Atrás de mim Gigantes | 200 | 16.606 | 05/16/2019 - 11:16 | Português | |
| Ministério da Poesia/Geral | Qual viagem… | 390 | 17.224 | 05/11/2019 - 16:37 | Português | |
| Poesia/Geral | Morto vivo eu já sou … | 496 | 49.132 | 05/09/2019 - 11:06 | Português | |
| Ministério da Poesia/Geral | Na extrema qu’esta minh’alma possui. | 156 | 28.193 | 04/24/2019 - 20:03 | Português |






Comentários
Será minha a minha vida ou
Será minha a minha vida ou roubada
A outros, às sombras, o destino que
Me é dado acreditar e me cabe por
Direito, cumpro com rigor a derrota,
Sigo o resto que a maré deixa de lodo e
Sargaço na areia assim os meus sapatos
E o musgo em carpete sob meus passos,
Que o não os sinto nem ligam meus pés
Ao sub-mundo que me consente apenas
Passadas pequenas em minúsculas, rústicas
Pernas, inútil vida de sombras eternas
Roubados os mortos, perpétuos e terrenos,
Será minha a minha vida ou é simples cinza
Doutras vidas e de quem já viveu e a
Água do meu lavatório, sangue e urina
Que Orpheu verteu no covil do Demor-
-Gorgon. Diz-se que depois de extinta
A cinza não gera fogo e a Acácia não
Floresce de novo em tom amarelo sem
Repousarem um inverno e as folhas, troncos
Nus e despidos, áridos como a minha paixão,
Ardido meu peito e a crença que não sou eu,
Nem me conheço, sendo minha a vida
Esta não me foi dada, sou um arremedo
De outras, idas numa sucessão de sombras
Tão sombrias quanto o escultor cego e surdo,
Que as talhou num panteão que não é meu,
Num poço profundo, longe dos crentes,
De todos e de tudo, não longe do “cu-do-céu”,
Cumpro com rigor a derrota espiritual, digo adeus,
Como cada homem que a vida deixa no caudal
Dum rio sem barca, num mar sem margem …
Joel Matos ( 05 Dezembro 2020)
http://joel-matos.blogspot.com
https://namastibet.wordpress.com
Trás dos espelhos, (inédito)
Máscaras que usamos,
Não só pra jogos,
Nós que de espelhos
Trememos, tememos
Olhar além deles
caretas vivas,
Gente real que s'esconde
Trás dos espelhos,
Baix'dos panos
Nos campos, nos montes
Nos silvedos
J.S.(inédito)
Será minha a minha vida ou
Será minha a minha vida ou roubada
A outros, às sombras, o destino que
Me é dado acreditar e me cabe por
Direito, cumpro com rigor a derrota,
Sigo o resto que a maré deixa de lodo e
Sargaço na areia assim os meus sapatos
E o musgo em carpete sob meus passos,
Que o não os sinto nem ligam meus pés
Ao sub-mundo que me consente apenas
Passadas pequenas em minúsculas, rústicas
Pernas, inútil vida de sombras eternas
Roubados os mortos, perpétuos e terrenos,
Será minha a minha vida ou é simples cinza
Doutras vidas e de quem já viveu e a
Água do meu lavatório, sangue e urina
Que Orpheu verteu no covil do Demor-
-Gorgon. Diz-se que depois de extinta
A cinza não gera fogo e a Acácia não
Floresce de novo em tom amarelo sem
Repousarem um inverno e as folhas, troncos
Nus e despidos, áridos como a minha paixão,
Ardido meu peito e a crença que não sou eu,
Nem me conheço, sendo minha a vida
Esta não me foi dada, sou um arremedo
De outras, idas numa sucessão de sombras
Tão sombrias quanto o escultor cego e surdo,
Que as talhou num panteão que não é meu,
Num poço profundo, longe dos crentes,
De todos e de tudo, não longe do “cu-do-céu”,
Cumpro com rigor a derrota espiritual, digo adeus,
Como cada homem que a vida deixa no caudal
Dum rio sem barca, num mar sem margem …
Joel Matos ( 05 Dezembro 2020)
http://joel-matos.blogspot.com
https://namastibet.wordpress.com
Será minha a minha vida ou
Será minha a minha vida ou roubada
A outros, às sombras, o destino que
Me é dado acreditar e me cabe por
Direito, cumpro com rigor a derrota,
Sigo o resto que a maré deixa de lodo e
Sargaço na areia assim os meus sapatos
E o musgo em carpete sob meus passos,
Que o não os sinto nem ligam meus pés
Ao sub-mundo que me consente apenas
Passadas pequenas em minúsculas, rústicas
Pernas, inútil vida de sombras eternas
Roubados os mortos, perpétuos e terrenos,
Será minha a minha vida ou é simples cinza
Doutras vidas e de quem já viveu e a
Água do meu lavatório, sangue e urina
Que Orpheu verteu no covil do Demor-
-Gorgon. Diz-se que depois de extinta
A cinza não gera fogo e a Acácia não
Floresce de novo em tom amarelo sem
Repousarem um inverno e as folhas, troncos
Nus e despidos, áridos como a minha paixão,
Ardido meu peito e a crença que não sou eu,
Nem me conheço, sendo minha a vida
Esta não me foi dada, sou um arremedo
De outras, idas numa sucessão de sombras
Tão sombrias quanto o escultor cego e surdo,
Que as talhou num panteão que não é meu,
Num poço profundo, longe dos crentes,
De todos e de tudo, não longe do “cu-do-céu”,
Cumpro com rigor a derrota espiritual, digo adeus,
Como cada homem que a vida deixa no caudal
Dum rio sem barca, num mar sem margem …
Joel Matos ( 05 Dezembro 2020)
http://joel-matos.blogspot.com
https://namastibet.wordpress.com
obrigado pela leitura e pela partilha
obrigado pela leitura e pela partilha