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QUERO MORRER
Quero calar a voz
com lâminas que perduram
o pesadelo ao tempo despenhado
no nevoeiro que perfuma a morte.
Quero demolir a lua
da noite semeada num caixão
mendigado amor em luares atrozes.
Quero rasgar a poesia
com pedras polidas a fogo
no caminho fel da madrugada
que se arrasta inverno na minha boca.
Quero apagar o sol
deste céu tenso que me tipografa
no olhar rudes cemitérios à tona da alma.
Quero punir as estrelas
com palavras vergastadas
pela mão do ódio que me desfigura a cara.
Quero dissipar o desejo
sepultado numa cama feita de inferno
na minha razão ferida por tormentos de nada.
Quero evaporar o mar
do corpo com lágrimas espetadas
em contorno eivado de dor na minha sombra.
Quero secar a chuva
deste grito cadáver que entronca
os sonhos crucificados em altares pardacentos.
Quero aprisionar o vento
na chama de uma vela que ecoa
do fundo de um poço que me esquarteja de medo.
Quero fechar os olhos
com véus de lamaçais assombrados
onde se somam clarões na malignidade das serpentes.
Quero morrer,
abram alas no vosso precipício para o meu adeus passar.
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Poesia :
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Comentários
Poderoso
Olá amigo Henrique!
Sem dúvida o mais poderoso poema que li de ti.
De indiferença não se vestirá quem o ler.
E termina de forma não menos lacinante:
abram alas no vosso precipício para o meu adeus passar.
Muito bom!
Abraço
rainbowsky
Apesar da toada de desalento
Apesar da toada de desalento e/ou descrença, estamos perante uma poesia poderosa e que não deixa ninguém indiferente.