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As sendas x Os golpes de martelo
Quando nos sujeitamos a leves danos da alma confrontamos-nos com o sui generis.
São sensações sudoríparas que nos levam ao translúcido contato com as ondas
Subliminares. Da ardente chama que sucumbi e modela e transmuta nosso estado
Nascente reto queimando nosso passado celular. Daí surge ignoto torto furtivo a Inimaginável face dentro de nossa pele.
Aquelas sendas,
Aquelas brechas deixadas nos corações outonais fizeram do inverno um fugitivo
E o mesmo ficou e fica a espreita (a espera) do seu momento propício de batalha
E este mesmo inverno foge das damas primaverais e sempre retorna depois
De restituídas suas forças.
A partida é sempre assim:
Como as manhãs tristes e solitárias,
Como as brisas deitadas nos cabelos lisos e longos...
Mas você sempre esteve a olhar para baixo,
Mas você sempre esteve a me olhar de baixo
Numa timidez misturada com sabedoria, alinhada com a humildade.
Escrevemos a grande carta nos papéis das sombras...
Rasgo-me rogo e rosno neste domingo doente e sangrento.
Docemente nos deixamos levar pelo silêncio inquebrantável...
Peço-lhe isto:
Rabisque no meu peito a palavra dor ou ao invés de rabiscá-la
Simplesmente poderias tu explicar-me na prática o significado dela
Com uma punhalada do vazio neste mesmo peito?
Naquele ninho de vultos roubados encontramos nossas fraquezas
Do uso da máscara do outro.
Quanto tempo mais teremos que resistir aos ensurdecedores golpes de martelo
Que nos forjam como aços da personalidade seca...?
Quantas vezes mais?
Quantos dias mais?
Quantas horas mais?
Não, não mais.
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Poesia :
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Comentários
Re: As sendas x Os golpes de martelo
Há danos que nos confrontam à Alma, ao subconsciente. Mas quanto tempo mais temos de aguentar? Em quantos dias, anos me forjo?
Fabuloso
Adorei
Abraço
Re: As sendas x Os golpes de martelo
LINDO POEMA, GOSTEI MUITO!
Meus parabéns,
Marne
Re: As sendas x Os golpes de martelo
Sem palavras
Re: As sendas x Os golpes de martelo
Caro amigo.
Parabéns pelo esplêndido poema.
Um abraço,
REF
Re: As sendas x Os golpes de martelo
Alcantra,
Lembranças do verão que levam o frio e nos traz inverno, dor que queima no peito mais gela a alma. Pregos que se pregam em um mundo de solidão. Chega eis chegada a hora de usar o martelo.
Adorei ler-te
Abç
Cecilia Iacona