Morcego eu

No teu quarto, penso, reina o sossego
Quando aqui é o silêncio a me torturar.
Do teu quarto podes ouvir o mar:
Aqui ouço o bater de asas de morcegos.

Ao passar por aqui é a me machucar
O vento que apenas te faz sentir
Frio, já que até mim tu não podes vir,
Que nada posso: Só posso esperar.

Lá fora são as cigarras a zunir
O seu canto a encher todo ar da rua.
E o canto ensurdece até mesmo a lua
Quando a tua bela voz não posso ouvir.

E a noite, caso não escuto a voz tua,
Viro, mexo, reviro e não sossego
Desorientado igual morcego cego
Que voa pra alcançar o brilho da lua.
 

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Monday, July 4, 2011 - 18:38

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Adolfo

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