É A IDADE A ALMA DO CORPO...

A idade é uma pedra dura.
É a alma do corpo.

Uma pedra entre tantas
no fundo do mar da existência.

As emoções são a água
que a amolece e a molda na cara
esculpindo-a em rugas como leito de histórias.
Poemas que só os olhos de um velhinho sabem ler.

Momentos de verbos como dunas
de instantes numa praia de somas que o vento
das sensações formam como oásis no milagre do corpo
que sem alma seria sereia na areia árida do deserto.

O tempo é um moinho no rio da vida
movido por sol-pôr e amanhecer.

Tudo acabará como começou,
do e até o infinito.

No final, tudo se resumirá ao pó
tal como tudo começou no caos do nada
que pariu a ordem de tudo do universo num todo.

Portanto meus amigos,
limpar o pó é remar contra a maré.

O pó é um ser triunfante
que se auto-profetiza possuir-se de tudo
e todos desde os primórdios tempos do tempo
até às prateleiras dos confins onde o fim nos espera.

Porque o próprio infinito
é uma corda de estendal onde tudo
se estende ao sol como roupa que vai envelhecendo.

Mas um dia, essa corda partirá.

Tudo passa por equilíbrio mas até onde ele será equilibrado?

Quando?

 

 

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Thursday, November 24, 2011 - 02:08

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Henrique

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Odete Ferreira's picture

Sempre a mó do

Sempre a mó do tempo a roer(-nos)...

Sempre um questionamento, ainda que disfarçado, sobre a efemeridade...

O tempo é um moinho no rio da vida
movido por sol-pôr e amanhecer.

Os versos centrais, para mim...

Bjo, Henrique

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