Fracassos da era
Em quais letras navego a minha imagem?
Em qual barco atracarei meus sonhos?
Qual espelho cromático de retina e pupila
Revela o maior amor pelo objeto desejado?
“Amas mais o desejo do que o objeto desejado”
Qual o seu limite?
Disseste-me que devemos ser ilimitados,
Mas o meu limite é o seu – você
O seu limite é o meu – eu.
Escondemo-nos atrás do nosso medo.
A sua verdade não é a verdade do outro
O seu pecado não é o pecado do outro.
Minha parede foi destruída com razões jogadas
Contra o cimento do egoísmo
Contra os tijolos da moral.
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Thursday, October 29, 2009 - 19:59
Poesia :
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Comments
Re: Fracassos da era
Olá.
"Amas mais o desejo do que o objeto desejado"
Teu poema possui elementos que sugerem uma viagem através da psicologia da linguagem. Fez-me lembrar Jacques Lacan.
Parabéns,
Um abraço,
REF
Re: Fracassos da era
Alcantra,
"Escondemo-nos atrás do nosso medo.
A sua verdade não é a verdade do outro"
Talvez seja este um dos maiores erros da humanidade, pois cada um escondido em seu próprio medo não consegue perceber que a verdade tem diferentes ângulos e faces... O que é bom para uns pode não ser para outros e assim sucessivamente.
Muito bom! Parabéns! :-)
Re: Fracassos da era
Alcantara!
Fracassos da era
Em quais letras navego a minha imagem?
Em qual barco atracarei meus sonhos?
Qual espelho cromático de retina e pupila
Revela o maior amor pelo objeto desejado?
“Amas mais o desejo do que o objeto desejado”
Gostei,
MarneDulinski