Turbilhão

Estou rodeada de gente
mas vivo na solidão
cada pessoa é um mundo
o meu é um turbilhão
Quanto mais tento entender
e maior é o meu esforço,
acabo sempre por ter
a sensação de perder
tempo que me é precioso
Não percebo a violência
não há leis que a detenham
a polícia nada faz
porque tem medo também
O diabo anda à solta,
mas tem figura de gente.
Mataram à queima roupa
só mais um pai de família,
só mais um homem de bem
São vidas que se destroem,
são sonhos que, assim, terminam...
Dentro de mim a revolta
hoje estou de mal com o mundo
amanhã, logo se vê!
Maria Fernanda Reis Esteves
49 anos
natural: Setúbal
Submited by
Saturday, January 9, 2010 - 20:46
Poesia :
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Comments
Re: Turbilhão
O teu poema 'Turbilhão' retrata precisamente o mundo moderno, de violência e exilio em que o homem se colocou.
Parabens.
Re: Turbilhão
a vida ao acaso, em vórtices sem controlo que revoltam o ser...em queda
gostei bastante
bjos
Re: Turbilhão
Olá Nanda
destacaria precisamente a parte
final do poema que conjuga
na perfeição o pensamento...
"São vidas que se destroem,
são sonhos que, assim, terminam...
Dentro de mim a revolta
hoje estou de mal com o mundo
amanhã, logo se vê!"
Um beijo
Vóny Ferreira
Re: Turbilhão
Acho que em todo o mundo a violência aumenta, não é?
É muito triste.
Beijos,
REF
Re: Turbilhão
Verdades em forma de versos, revoltas com rimas, adorei! Também tenho dias em que estou de mal com o mundo, sozinha em meio a multidão. Grande abraço
Re: Turbilhão
Nanda,
A insegurança é mesmo um turbilhão uma espiral. Por vezes é mesmo difícil manter a serenidade face ao que acontece neste mundo que tem tanto de belo como de louco. Parabéns.
Re: Turbilhão
Parabéns Nanda pelo teu excelente poema
adorei ler.
Um beijo
Melo
Re: Turbilhão
Nanda,
Adorei na íntegra, mas gostaria de destacar os versos abaixo, pq para mim é a pura definição de trubilhão:
"Quanto mais tento entender
e maior é o meu esforço,
acabo sempre por ter
a sensação de perder
tempo que me é precioso"
Bjs