A vez da mulher - Dilma presidenta do Brasil!
A democracia brasileira
Vive nesta data histórica
O seu momento mais sublime
Com a eleição de Dilma!
Esperamos 510 anos
Para consagrar uma mulher
No mais alto posto da nação
Um feito histórico!
A nossa presidente - Dilma Rousseff
Mineira, de ascendência búlgara
Superou com muita coragem e determinação
Uma campanha sórdida de calúnia e difamação
Em que se misturaram ingredientes
Como o questionamento da fé e o aborto
Em uma cruzada religiosa sem precedentes
No destino do estado laico
Até o senhor pontífice - Papa Bento XVI
Resolveu tomar partido e ingerência
No resultado da eleição brasileira
Uma questão de soberania nacional
Se mal consegue resolver a pedofilia
Nas denúncias que recaem sobre sua Igreja
Quer agora interceder feito antiga inquisição
Em tema que ultrapassa a questão da religião.
Este mesmo senhor já havia condenado ao silêncio,
Na época da repressão, ao nosso Frei Leonardo Boff
Que pregava a opção pelos pobres e oprimidos
Na doutrina da Teologia da Libertação
Mas, Dilma que foi valente guerreira
E lutadora pelos ideais de uma nação democrata
Sofrendo tortura 28 meses nos porões da ditadura
Foi comparada e maquiada como terrorista
Para retomar o poder do povo,
Esta gente sem escrúpulos
Que dominou tanto tempo o cenário
Foi capaz de usar de mil artimanhas
Mas, o povo em sua douta sabedoria
Já, de há muito aprendeu quem engana
Que só lembra do leitor na urna
E não lhe reconhece na dor e no coma
Quem decidiu esta eleição pra Dilma
Foi a parcela do povo mais humilde
Que aos poucos supera a crônica fome
E sai do mapa vergonhoso da miséria
Não querem viver só de promessas
Típicas das elites brasileiras
Querem vida digna com esperança
E que seja no plano concreto como foi com Lula
De um operário metalúrgico
Uma voz se levantou em São Bernardo
E parou o país em plena ditadura
E hoje encanta o mundo em plena abertura
O Brasil precisa reduzir as desigualdades
Romper o ostracismo a que foram relegados
Durante séculos a sua gente, enquanto
Suas riquezas eram daqui levadas
O gênero está entre estas graves questões
A mulher que só conquistou direito ao voto
Há cerca de 80 anos, ocupa postos no Supremo
No Congresso, e agora no Executivo.
O desafio de nossa futura presidente
É grande e ela será muito cobrada
Mas, com firmeza, trabalho e candura
Irá conquistar o coração de toda a gente
Que trabalha e luta
Para ter um país de todos
E não de um grupo que se locupleta.
Para ter um país que possa chamar de seu, de nosso!
Como médico e poeta
Como pessoa comprometida
Com as mudanças sociais
Parabenizo a Dilma por esta magnífica vitória
E espero que ela possa governar
Com sabedoria, justiça e paz social
E que zele, por combater sem trégua
E extirpar as ervas daninhas da corrupção.
Que se entregue de corpo e alma
Com seus ministros às políticas de inclusão social,
Que produzam efeitos nas condições de uma vida digna
E que gerem oportunidades especialmente para os jovens
Que cuide das bandeiras da educação e da saúde
Da cultura, do esporte e do lazer,
Do respeito à diversidade cultural, étnica e religiosa
E do cuidado com o meio ambiente como patrimônio universal.
E que acima de tudo, perdoe e busque uma conciliação
Com gestos como o discurso de hoje
Acolhendo a todos, vencidos e derrotados
Na grande nau que conduzirá nossos destinos,
Na qual nós temos um papel a desempenhar
E que possamos enquanto sociedade
Sermos mais atuantes, propor, cobrar e fiscalizar
Cada ato de governo, porque a todos nós representa.
AjAraújo, o poeta humanista, poema dedicado a presidente eleita do Brasil - Dilma Rousseff, escrito em 31 de outubro de 2010.
Submited by
Poesia :
- Login to post comments
- 6123 reads
other contents of AjAraujo
| Topic | Title | Replies | Views |
Last Post |
Language | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Poesia/Intervention | A uma mendiga ruiva (Charles Baudelaire) | 0 | 16.438 | 07/03/2014 - 02:55 | Portuguese | |
| Poesia/Intervention | Coração avariado | 1 | 8.544 | 06/25/2014 - 03:09 | Portuguese | |
| Poesia/Fantasy | Flores bonecas | 2 | 6.114 | 06/24/2014 - 20:14 | Portuguese | |
| Poesia/Intervention | Caminho de San Tiago | 0 | 7.257 | 06/24/2014 - 00:31 | Portuguese | |
| Poesia/Sonnet | Há em toda a beleza uma amargura (Walter Benjamin) | 1 | 6.449 | 06/20/2014 - 21:04 | Portuguese | |
| Poesia/Sonnet | Vibra o passado em tudo o que palpita (Walter Benjamin) | 1 | 8.559 | 06/19/2014 - 23:27 | Portuguese | |
| Poesia/Meditation | Sonhe (Clarice Lispector) | 1 | 11.215 | 06/19/2014 - 23:00 | Portuguese | |
| Poesia/Intervention | Dá-me a tua mão (Clarice Lispector) | 0 | 9.331 | 06/19/2014 - 22:44 | Portuguese | |
| Poesia/Intervention | Precisão (Clarice Lispector) | 0 | 12.194 | 06/19/2014 - 22:35 | Portuguese | |
| Poesia/Meditation | Pão dormido, choro contido | 1 | 6.741 | 06/13/2014 - 04:02 | Portuguese | |
| Poesia/Fantasy | A dívida | 1 | 6.407 | 06/12/2014 - 04:52 | Portuguese | |
| Poesia/Intervention | Eco das Ruas | 1 | 4.636 | 06/12/2014 - 04:38 | Portuguese | |
| Poesia/Aphorism | Maneiras de lutar (Rubén Vela) | 2 | 8.015 | 06/11/2014 - 11:22 | Portuguese | |
| Poesia/Aphorism | O médico cubano, o charuto e o arroto tupiniquim (cordel) | 2 | 10.217 | 06/11/2014 - 11:19 | Portuguese | |
| Poesia/Intervention | Espera... (Florbela Espanca) | 0 | 5.749 | 03/06/2014 - 11:42 | Portuguese | |
| Poesia/Intervention | Interrogação (Florbela Espanca) | 0 | 8.968 | 03/06/2014 - 11:36 | Portuguese | |
| Poesia/Intervention | Alma a sangrar (Florbela Espanca) | 0 | 6.648 | 03/06/2014 - 11:32 | Portuguese | |
| Poesia/Sonnet | Vê minha vida à luz da proteção (Walter Benjamin) | 0 | 6.090 | 03/03/2014 - 13:16 | Portuguese | |
| Poesia/Dedicated | Arte poética (Juan Gelman) | 0 | 7.053 | 01/17/2014 - 23:32 | Portuguese | |
| Poesia/Dedicated | A palavra em armas (Rubén Vela) | 0 | 4.299 | 01/17/2014 - 23:01 | Portuguese | |
| Poesia/Fantasy | A ÁRVORE DE NATAL NA CASA DE CRISTO (FIODOR DOSTOIÉVSKI) | 0 | 5.758 | 12/20/2013 - 12:00 | Portuguese | |
| Poesia/Dedicated | Aqueles olhos sábios | 0 | 8.017 | 10/27/2013 - 21:47 | Portuguese | |
| Poesia/Thoughts | Asteróides | 0 | 6.252 | 10/27/2013 - 21:46 | Portuguese | |
| Poesia/Thoughts | O que se re-funda não se finda | 0 | 8.616 | 10/27/2013 - 21:44 | Portuguese | |
| Poesia/Intervention | Para mim mesmo ergui…(Aleksander Pushkin) | 0 | 5.499 | 10/16/2013 - 00:14 | Portuguese |






Add comment