Bastam poucos minutos

Entreguei num papel a representação perfeita
A simbologia sensata e mais fiel ao sentimento
Em dobras e cores aliviava a ansiedade
Aliviava o meu sofrimento

Quando estamos apaixonados aceitamos convites loucos
E mesmo tendo a certeza de que nada nos favorecerá nós caminhamos para o sofrimento
Assim como se tivesse caminhando para a própria forca, num espaço sem luz
O amor faz com que criamos e nos amarramos em uma dolorosa cruz

Pensamos que tudo pode mudar
Que as pessoas são diferentes e que nada pode acabar
Que o que aconteceu já não mais acontecerá
Que a magia jamais se dissipará

Pessoas são diferentes?
Mas elas me magoaram de forma igual
Mentira, elas me decepcionaram com proporções inimagináveis
Agora o calvário é eterno, é meu, é absurdo
As pessoas fizeram suas vontades próprias e se esqueceram de tudo!

Porque sofrer por quem amamos?
Porque o amor é a louca e insana vontade de construir.
No meu caso de reconstruir
Recriar condições de existência, relatar o que se passou, o que se tem passado
Reconstituir um coração em pedaços, reviver um coração quebrantado

Como não se importar com isso?
Pedem-me: Esqueça e pare de sofrer!
Mas o que me move é o arrependimento
E cada vez mais as palavras são tormentos
E a palavra mais cotada é sofrimento

“Desculpe-me não faço mais, estou mal com essa situação!”
Eu perdôo, porque amo, dou mais uma chance
Quero que fiquemos bem, que tudo acabe, que não perca a razão
E ao retornar bastam dois minutos e quem chora é o meu coração
Bastam minutos para lançar a amizade fora
Bastam poucos minutos para ignorar um amigo fiel
Bastam poucos minutos para esquecer o que foi dito
Bastam minutos... Minutos! Alguns minutos são o bastante para seguir
E se aventurar...
Fazendo por segundos, o coração de quem ama parar de funcionar!

Nada mais será igual
Ao menos que queira criar um cenário diferente
Pois o que tem feito é pior do que possa imaginar
O poder da palavra não se pode ignorar
Se disser, cumpra! Assim pode ser que um dia volte a te amar!
 

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Saturday, January 29, 2011 - 20:11

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L.S. Paiva

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