Fios cerebrais
Na praça os coqueiros dançavam,
Removendo-se na perícia da astúcia
Com um leve toque de agrura ao rosto da observação
Havia lá um odor de esquecimento
Nas esquinas rostos à custa do medo miravam de quina
A pescaria de ondas humanas,
Sapatos pretos calças jeans assoviavam em pernas
Pescoços caem, olhos perdem a cor
Até que alguém diz ao ombro
Onde estás tu?
Um cavaleiro templário promíscuo aperta a mão da vagina
O beijo soca os lábios e os lábios passionais gemem agudos e graves deleites
Vilipêndios voam e pousam nos fios cerebrais das cabeças
No recinto para cadáveres só restam traças afogadas em memórias
Quanto em tudo o mais
Hotel amante do sangue espermático e da lástima do gozo
Hitleriano sonho em chamas da loucura estupenda
Mas todos tomavam banho no choro da lua
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Comentarios
Re: Fios cerebrais
"A maior tragédia para o homem é saber que tem de morrer. Mas a sua maior grandeza é justamente ter consciência. Assim a sua maior grandeza é a sua maior tragédia" Vergílio Ferreira
Os melhores poetas sempre têm um certo fascínio pela morte e pelo seus mistérios, vejo que você é um desses poetas: Não tem medo.
Manzarec
Re: Fios cerebrais
Poderoso
Adorei
Abraço
Re: Fios cerebrais
Linda poesia!
Parabéns,
Um abraço,
REF
Re: Fios cerebrais
...que arrepio! mergulho na tara Hitleriana...essa figura deve estar a penar em qualquer lugar...e que seja eterno o seu penar, e que passe pelo que fez outros povos passar...rezo por isso sem dó nem piedade :hammer:
Poesia bem elaborada :-)
Re: Fios cerebrais
Estava ansiosa para te ler novamente. Você é um poeta diferente dos outros, pois consegue fazer com que a dor e o sofrimento sejam suaves. Sinceramente encantador. E essa frase: Mas todos tomavam banho no choro da lua
não tenho nem palavras para descrevê-las, apenas percebi um certo sentimento de Rimbaud, mas com algo mais que é só seu. Continue escrevendo.