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FASTOS DAS METAMORPHOSES X

Progne, Tereo e Philomela

(Traduzido do Livro VI)

Barbaros esquadrões, que o mar trouxera,
As muralhas de Athenas aterravam.
Terêo, da Thracia rei, com presto auxilio
A' cidade acudiu, e os pôz em fuga,
Colhendo na victoria egregio nome.
O grato Pandion ao gran monarcha,
Nas forças, na opulencia abalisado,
E alta progenie do immortal Gradivo,
Deu, como em recompensa, uma das filhas:
O uniu com Progne em vinculo amoroso.
Ao rito, á festa nupcial não foram
Presidente Hymenêo, pronuba Juno;
Nenhuma das tres Graças veiu ao toro:
As horrorosas Furias o erigiram,
Em torno d'elle as horrorosas Furias
Nas dextras negrejantes empunharam
Tochas, roubadas a funerea pompa.
Sobre o docel do thalamo sinistro
Pousou na infausta noute ave agoureira;
Muda assistiu ao conjugal mysterio:
Ante ella esposos foram, paes ante ella.
Co'a vergontea dos reis a Thracia folga,
Mil incensos aos céos, mil graças manda,
E a festejo annual consagra o dia
Em que ao feroz Terêo foi Progne dada,
Em que o fructo de amor, Itys mimoso
Veiu dar gloria aos paes, e ao longo estado:
Tanto o mortal ignora o que lhe é util !
Cinco vezes o sol já volteara
Os céos, de primavera em primavera,
Quando Progne, afagando o duro esposo,
«Se um favor te mereço, ou me conduze
A abraçar minha irmã (lhe diz) ou corre,
Corre a buscal-a, Ao sopro encanecido
Jura restituil-a em curto espaço.
Uma impagavel dadiva, um thesouro
Na irmã te deverei.» Terêo se aprompta,
Arma os curvos baixeis, e a véla. os remos
Pelo porto Cecropio se introduzem.
Já surge, e do Pirêo já desce ás praias,
Ledo o recebe o sogro, as mãos apertam,
Travam conversação com triste agouro.
O Thracio a referir em fim começa
Os desejos, as supplicas da esposa,
E a affirmar o promptissimo regresso.
Ante elles Philomela eis apparece,
Rica em traje, riquissima em belleza,
Como ouvimos dizer que nas florestas
As Dryades, as Nayades passeara,
Figurando-lhe a idéa o mesmo adorno.
Terêo, á face da estremada virgem,
Fica absorto, encantado, arde em silencio,
Qual flamma, que, nos campos ateada,
A relva, as folhas, as searas come.
Da bella os olhos este ardor merecem;
Mas férvido appetite impetuoso
Pula no peito do anciado amante,
E a torpe, viciosa natureza
Do seu clima brutal, propenso a Venus.
Cego anhelando a candida donzella,
Impulsos tem de corromper-lhe as servas,
E a mãe segunda, que a nutria ao seio.
Não só deseja obter por dons sublimes
A origem da paixão, que o desespera,
Mas estragar por ella o mesmo imperio,
Ou antes arrancal-a, e defendel-a
Em pertinaz confhcto, em brava guerra:
Nada vê, que não ouse, ou que não tente
Seu criminoso amor desenfreado.
No acceso coração não cabe a chamma,
A demora fatal soffrer não póde.
Da saudosa consorte eis o perverso
As preces, as instancias exaggera,
E nos desejos d'ella os seus disfarça:
Energia, e facundia Amor lhe empresta.
Quando além do que é justo eleva o rogo,
De Progne com o ardor o córa, o doura:
Té lagrimas co'as supplicas mistura,
Como oue fossem lagrimas da esposa.
Oh deuses! Quanto é cega a mente humana!
A maldade em Terêo se crê virtude:
No crime, na traição louvor grangêa.
Onde, ah! onde, innocente Philomela,
Queres ir c'um tyranno ! Eil-a amorosa
Aperta o triste pae nos lindos braços;
O bem de ver a irmã com ancia pede,
Pela irmã contra si de orar não céssa.
Com famulentos olhos a devora
O soffrego Terêo, pasmado n'ella;
E, tocando-lhe, a insta a que affervore,
A que duplique as supplicas urgentes.
Os braços, com que cinge o patrio collo,
Os beijos, que na mão paterna imprime,
Tudo aviva os estimulos, o fogo,
O tacito furor, que o vae ralando.
Quantas vezes a filha ao pae se abraça,
Tantas de o pae não ser ao Thracio peza:
Mais torpe fôra então, mais impio fôra,
Ambos o velho rei com rogos vencem;
Ella folga, ella exulta, e dá mil graças

Á paternal bondade: a si, e a Progne
O que lhes é fatal propicio julga.
Sómente um curto giro ao sol já resta;
Os ferventes cavallos espumosos
Batem soberbos no declive Olympo:
Aprestam-se as reaes, as lautas mezas,
Aureo liquor borbolha em aureas taças:
Depois o grato somno aos olhos vôa.
Mas, longe dos encantos que o transportam,
Não dorme, não repousa o fero amante:
Arde, e pinta na idéa a face, os olhos,
Pinta os gestos, as mãos, o mais que olhara,
E finge, como o quer, o que não vira:
Ao prazer afferrado o pensamento,
Lhe atiça a flamma, lhe desvia o somno.
Luziu a aurora, e Pandion, chorando,
Ao genro, cuja mão saudoso aperta,
O querido penhor commette, e roga
Que o guarde, que o vigie. «Amadas filhas,
«Vós assim o quereis (diz soluçando)
E tu tambem, Terêo. Pois causa justa
Vos obriga, eu me rendo. Eis a minha alma,
Eis a filha te dou. Por mim, por ella,
Pela fé, por ti mesmo, e pelos numes
Te imploro a amimes com amor paterno,
E que este dôce allivio de meus annos,
(Annos cançados já) me restituas,
Cedo, ah !... Cedo. Não tardes, não me enganes,
Que longa me será qualquer demora.
Tu, tambem; se tens dó de um pae magoado,
Vem logo, oh filha minha, oh meu thesouro:
Bem basta tua irmã viver tão longe. »
Assim fallando, o misero a beijava,
E as lagrimas na face lhe caíam,
Depois que a dextra mão por segurança
Um ao outro pediu, deu um ao outro,
O ancião consternado á prole, ao genro
Para o neto mimoso, e filha ausente
Dá mil tenras saudades, mil suspiros:
Apenas balbucia entre soluços
O lacrimoso adeus, presagio triste,
Carrancudo terror lhe sobe á mente.
Em pintado baixel eis Philomela,
Eis o remo a compasso as ondas volve
O mar ferve na prôa, e foge a terra.
«Vencemos, (diz o barbaro) vencemos !
Meus desejos, meus gostos vão comigo.»
E exulta, e póde apenas moderar-se,
Reter a execução de atroz intento.
Nunca os olhos distráe do objecto amado,
Bem como a carniceira ave de Jove,
Que tem bico revolto, e curvas garras.
Fraca lebre depõe no aéreo ninho:
Conhece que fugir não póde a preza,
Seguro o roubador contempla o roubo.
Já do equoreo caminho os vasos leves
Venceram a extensão; já fatigados,
No patrio fundo as ancoras arrojam.
O audaz, Threicio rei a antiga selva,
A deserto palacio tenebroso
Guia de Paudion a triste filha,
Ali, pallida, trémula, chorosa,
Pela irmã perguntando inutilmente,
Em remoto aposento o monstro a cerra-
Phrenetico lhe expõe o amor nefando,
E com força brutal, com fera insania
Mancha, corrompe a virginal pureza
Da misera, que em vão mil vezes clama
Pelo pae. pela irmã, por vós, oh numes !
Ella ainda depois está tremendo,
Qual cordeira mansissima, que ao lobo
Foi por bravo rafeiro arrebatada,
E nem comtudo então se crê segura;
Ou qual candida pomba, que escapando
D'entre as unhas mortaes do açor cruento,
Tintas no proprio sangue as alvas pennas.
Se arripia de horror, e inda se teme
Do rapido inimigo. Em fim, tornando
A ter alento, e voz a profanada,
Lastimosa princoza, estraga, arranca
Os formosos cabellos desgrenhados ;
Fere e peito gentil, desfaz-se em pranto,
E, alçadas para os céos as mãos de neve,
«Oh barbaro! Oh traidor! Oh tigre! (exclama)
Nem supplicas de um pae curvado, e triste,
Nem a fraterna fé, que me devias,
Nem da inerme innocencia o puro estado,
Nem as leis conjugaes te commoveram !
Todas tens quebrantado: os teus furores
Mancham duas irmãs com torpe affronta...
(Pena tão dura não mereço, oh numes !)
Para não te escapar nenhum delicto,
Ah! que fazes, cruel, que não me arrancas
Uma vida infamada, abominosa ?
E oxalá, q-ue a tivesse arrancado
Antes do horrivel, execrando incesto !
Ao Lethes minha sombra fôra illesa.
Porém se os deuses tem poder, tem olhos,
Se tudo em fim não pereceu comigo,
Castigado serás; serei vingada:
Sacudido o pudor, direi teu crime.
Se entre povos me achar, sabel-o hão povos,
Se entre bosques por ti ficar sumido,
Os meus males farei saber aos bosques,
Farei saber ás pedras os meus males,
E hei de apiedar com elles bosques, pedras.
Este firme protesto os céos me escutem,
E um Deus, se acaso um Deus no céo reside !»
Com estes ameaços o tyranno
Sente no coração ferver-lhe a raiva,
Mas não menor que a raiva é n'elle o medo;
E de uma, e de outra cousa estimulado,
Da lustrosa bainha o ferro despe,
E ás tranças da infeliz a mão lançando,
Em duros nós lhe enlêa os tenros braços.
Inclina Philomela o niveo colo,
Da espada, que vê nua, espera a morte;
Mas o duro, o feroz, por mais que a triste
Lucte, resista, invoque o patrio nome,
Com rígida torquez lhe afferra a lingua,
A lingua, que fallar em vão procura,
Lh'a extráe da boca, e rapido lh'a corta.
A purpurea raiz lhe nada em sangue,
Cae o rosto no chão, murmura, e treme.
Qual da escamosa serpe mutilada
A cauda palpitante, e moribunda,
Que ao corpo em que viveu pretende unir-se.
Completa a negra acção, se diz que o monstro
Inda mais de uma vez (horror não crivei !)
Cubiçou, repetiu prazer infame.
Depois de tão crueis, tão feios crimes,
Atreve-se o malvado a ver a esposa.
Progne entre sustos pela irmã pergunta:
Elle exhala do peito um ai fingido,
Diz que é morta, e com lagrimas o abona.
Das régias vestiduras se despoja,
Traja a sentida Progne escuras vestes,
Erige um vão sepulchro, e sagra n'elle
Inuteis oblações a falsos manes,
Carpindo a irmã, que assim carpir não deve.
Já tem corrido Apollo as doze estancias
Depois do caso enorme. Ah ! Philomela
Que fará ? Guarda attenta impede a fuga,
Rijos muros de marmore a rodêam,
Seu mal narrar não póde a muda boca.
Tens, oh necessidade, agudo engenho,
Ás grandes afficções industria acode.
Subtil, candida têa urdindo a furto,
Entre alvos fios põe purpureas letras,
Indicios da ferina atrocidade,
E do sagaz lavor ao fim chegando,
O confia em segredo a meiga escrava,
Lhe roga por acções o léve a Progne:
Ella o conduz, e o que Conduz não sabe.
Eis a rainha desenvolve a téla,
E lê, e entende a miseranda historia,
E cala-se (calar-se é quasi incrível !)
A dôr lhe tolhe a voz; termos, que expressem
A sua indignação, Hão tem, não acha;
Nem se occupa em choror: confusa, absorta,
Mil horrendas tenções volve na mente,
E embebe-se na imagem da vingança.
Era o tempo famoso, oh deus de Thebas,
Em que as Sithonias moças te festejam.
Aos ritos bacchanaes preside a Noute;
No Rhódope de noute a voz aguda
Dos éreos instrumentos vae soando,
E de noute a rainha os paços deixa.
Do deus nas ceremonias já se instrue,
Já toma as armas furiaes, já cinge
A cabeça de pampanos, e pendem
Pelles cervinas do sinistro lado;
Ritual hastea leve ao hombro encosta.
Seguida das terriveis companheiras,
Progne terrivel pelas selvas corse,
E nos furores, que a paixão lhe excita,
Vae simulando, oh Baccho, os teus furores.
Chega á dura prisão de Philomela,
Brama, grita: «Evohé !» E arromba as portas;
Arranca a triste irmã do horror que a cerca,
Nas bacchias insignias a disfarça,
Recata-lhe as feições co'as folhas de hera,
E a conduz assombrada aos regios muros.
Vendo que toca o pavimento infando,
Philomela infeliz treme, descora.
Mettidas em recondito aposento,
Progne d'afflicta irmã descobre as faces,
As faces lacrimosas, e inda bellas;
Terno abraço lhe dá, mas pôr lhe os olhos
Não ousa a desgraçada, e se horrorisa
De haver sido (apezar de o ser sem culpa)
Cumplice, origem da fraterna offensa.
O macerado rosto unido á terra,
Jurar tentando, e referir-se aos numes,
Não podendo co'a voz, co'as mãos exprime
Que a violencia lhe fez tão vil opprobrio.
Arde Progne, conter não sabe as iras;
Da malfadada irmã condemna o pranto.
«Lagrimas (diz) não servem, serve o ferro,
Ou cousas mais crueis que o ferro: a tudo,
Por barbaro que seja, estou disposta.
Ou tragarei co'a chamma os regios lares,
Suffocando no ardor das igneas ondas
O artifice infernal da injuria nossa;
Ou os olhos, a lingua, o mais, que teve
Parte na torpe acção, n'acção maldicta,
Co ferro hei de arrancar, ou por cem golpes
A vida roubarei ao impio monstro.
São grandes, são terriveis quantos modos
De vingança ideei, porém vacillo
Na escolha do peor.» Em quanto Progne
Falla assim, para a mãe vem caminhando
Itys, o terno principe formoso.
A' rainha, «ao sentil-o, ao vêl-o, occorre
Nova maneira de vingar a infamia,
E, vibrando-lhe os olhos assanhados,
«Ah ! Como ao pae na fórma é similhante !»
Disse, e não disse mais. Projecta, escolhe
Acto espantoso, e ferve em ira muda
Comtudo, ao tempo em que o menino amavel
A saúda com jubilo amoroso,
E os bracinhos gentis lhe altêa ao collo;
Quando o vê misturar beijos suaves
Com dôces mimos, com puerís branduras,
Um tanto se commove a mãe raivosa,
E os olhos, sem querer, se lhe humedecem.
Porém do coração, que bate, e arqueja,
Já se desliza o mavioso affecto.
De novo á triste irmã volvendo os olhos,
E ora n'ella attentando, ora no filho,
«Porque falla, e me attráe com mil caricias
Um (diz Progne) e jaz muda, e chora a outra !
Este, oh céos ! Livremente a mãe nomêa,
E aquella nomear a irmã não póde !
Olha, vê com que esposo estás ligada,
Filha de Pandion ! Tu degeneras:
Com Terêo a piedade é crime horrendo.»
Não continúa, e subito, á maneira
D'um tigre da gangetica espessura,
Que por bosques opacos arrastada
Da veloz corça leva a tenra cria,
Progne as mãos arremessa ao delicado,
Ao candido filhinho, e vae com elle,
E com a irmã cerrar-se em erma estancia.
Ali ao infeliz, que já conhece
Os negros fados seus, que as mãos levanta,
Que treme, que prantêa, e que se abraça
Ao seu querido algoz «Mãe! Mãe!» clamando,
Ali ao infeliz no peito embebe
A vingativa Progne agudo ferro:
Nem torce o rosto, nem repete o golpe,
Que um só golpe lhe rompe o debil fio.
Philomela o degola, e dilacera
Os membros em que ha inda um resto d'alma.
Já parte d'elles pula em éneos vasos,
Parte range em subtil, duro instrumento:
Vae pelo chão correndo o sangue em rios.
Das cruentas porções a fera esposa
Prepara detestaveis iguarias
Ao marido infiel, que tudo ignora.
Um sacrificio finge ao patrio modo,
No qual um só varão ter deve ingresso:
Servos, e cortezãos assim remove.
Assoma já Terêo no throno herdado,
E em alta, festival, purpurea meza
Come parte de si, devora o filho:
Tanta cegueira lhe ennegrece a mente !
«Itys aqui trazei» (diz elle). Eis Progne
Dissimular não póde o gosto infando,
E, resolvendo em fim manifestar-se,
«Tens dentro (lhe responde) o que desejas.»
Elle olha em torno de si, pergunta: «Aonde?»
E de novo procura, e chama o filho.
Mas n'isto Philomela, em sangue envolta,
Olhos accezos, desgrenhada a trança,
Entra, e do filho a mádida cabeça
As faces paternaes subito arroja.
Não teve em tempo algum tanto desejo
De fallar, de poder com agras vozes
Patentear seu jubilo ao tyranno.
Elle sólta um clamor, que atrôa as salas;
Derriba a fatal meza, invoca as Furias,
E ora tenta expulsar com ancia horrenda
As tragadas, funestas iguarias,
Ora lagrimas vérte, e de seu filho
Sepulchro miseravel se nomêa.
Em fim de Pandion persegue a prole,
Brandindo o ferro nu com mão tremente.
O corpo das cecrópidas parece
Que em azas se equilibra, e não é sonho,
Em azas se equilibra, e muda a fórma.
Uma rapidamente aos bosques vôa,
Outra, egual na presteza, aos tectos sóbe,
E do assassínio as máculas não perde:
Inda do rubro sangue desparzido
Evidentes signaes lhe estão no peito.
Terêo, fóra de si, e arrebatado
Pela dôr, pelas furias da vingança,
Ave adeja tambem, que na cabeça
Traz erguido penacho, e tem por armas
Longo bico mordaz: seu nome é poupa.
O successo fatal, sabido apenas
Despenhou Pandion na sepultura. :hammer:

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domingo, novembro 1, 2009 - 21:04

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Bocage

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