CONCURSOS:

Edite o seu Livro! A corpos editora edita todos os géneros literários. Clique aqui.
Quer editar o seu livro de Poesia?  Clique aqui.
Procuram-se modelos para as nossas capas! Clique aqui.
Procuram-se atores e atrizes! Clique aqui.

 

Na terra onde ninguém me cala

Na terra onde ninguém me cala

Na terra onde ninguém se fala,
Difícil saber se adeus é até
Logo, na terra onde ninguém

Se cala, nada é maior, eterno
Quanto a fala e a fama, o “moto”,
A chama, o amanhã e o saldo,

O sal dos sonhos complexos, ou seja,
Poder inspirar quem me inspira,
Livre de ónus ou teias, palas, moreias,

Na terra onde ninguém me cala,
Sou eu, e sou de todos um pouco,
Dos mais feios aos mais loucos,

Dos louros aos listados nas mamas,
Dos analfabetos silábicos, aos sem
Lábios, mas que falam como gigantes,

Falo dos extravagantes eu, dos tolos,
Dos amantes cibernéticos, sou estrábico
Como todos um pouco, e um livro em branco,

Imaculado, pronto a sentir algo em tudo,
O usado como novo, o amarrotado
De maneira diferente, o olhar doutro,

O que não me mente, nem “se rala”, se
É verídico ou verniz de unhas sintético,
Para agradar a um cego dos dedos,

Sendo oficial dos imprudentes, sou
Por dentro, um peixe seco, desses que
Passam a vida de azul a verde celeste,

Sem terem plo meio outras cores,
Cinzento por exemplo, amarelo veneno,
Gema d’ovo, cor de chapéu de palha fofo,

Na sala aonde alguém me “ralha”,
Não me explico pelo comum da fala,
Alastro-me como fogo em palha seca,

“Puxo” pela navalha e viro senhor
Absoluto do que afirmo, conheço-me
Bem, falo o que digo, dom de ofídio,

Iniciático segundo a visão e os crentes.
Consola-me a altura que tenho, mesmo
Que não seja célebre, tenho a alma cheia

De sensações pungentes e diferentes,
Capaz de sentir novas e ter distintas
Opiniões, segundo a hora o dia e o mês,

Não me corrompeu ainda o ind’agora,
Uma febre ligeira, chamemos-lhe
Covardia, um estágio fora da alma,

E os sentimentos que não tememos,
A apologia de um lugar diferente, digo:
-Lá fora as Carpas mais me parecem

Lírios longitudinais, mas presentes,
Legítimos como tudo o mais, Chernes,
Percas da minha rua, rua de quem

Se perdeu algum dia, não eu, pois
Eu sou dos que se não perdem, assim
Sendo, torna-se difícil dizer, – Adeus

E até breve…

Jorge Santos (22 Janeiro 2021)

https://namastibet.wordpress.com

http://namastibetpoems.blogspot.com

Submited by

segunda-feira, janeiro 25, 2021 - 22:00

Ministério da Poesia :

Your rating: None Average: 5 (1 vote)

Joel

imagem de Joel
Offline
Título: Membro
Última vez online: há 2 dias 23 horas
Membro desde: 12/20/2009
Conteúdos:
Pontos: 40888

Comentários

imagem de Joel

até breve…

até breve…

Add comment

Se logue para poder enviar comentários

other contents of Joel

Tópico Título Respostas Views Last Postícone de ordenação Língua
Ministério da Poesia/Geral Sem nada … 0 35 03/31/2021 - 12:35 Português
Poesia/Geral Humano-descendentes 0 71 03/31/2021 - 12:24 Português
Poesia/Geral "Phallu" de Pompeii! 0 44 03/31/2021 - 12:10 Português
Poesia/Geral Confesso-me consciente por dentro … 0 67 03/31/2021 - 10:32 Português
Ministério da Poesia/Geral Deixemos descer à vala, o corpo que em vão nos deram 15 117 02/09/2021 - 09:55 Português
Ministério da Poesia/Geral A desconstrução 38 261 02/06/2021 - 22:18 Português
Ministério da Poesia/Geral Deixai-vos descer à vala, 0 68 02/06/2021 - 21:40 Português
Ministério da Poesia/Geral Permaneço mudo 0 61 02/06/2021 - 21:37 Português
Ministério da Poesia/Geral Os Dias Nossos do Isolamento 0 57 02/06/2021 - 21:35 Português
Poesia/Geral Gostar de estar vivo, dói! 0 54 02/06/2021 - 21:31 Português
Poesia/Geral Apologia das coisas bizarras 0 66 02/06/2021 - 21:29 Português
Poesia/Geral Meus sonhos são “de acordo” ao sonhado, 0 71 02/06/2021 - 21:27 Português
Ministério da Poesia/Geral Na terra onde ninguém me cala 1 55 02/06/2021 - 11:14 Português
Poesia/Geral Esquema gráfico para não sobreviver à morte … 5 99 02/05/2021 - 12:45 Português
Ministério da Poesia/Geral Tiras-me as palavras da boca 1 74 02/03/2021 - 19:31 Português
Ministério da Poesia/Geral A tenaz negação do eu, 1 95 01/25/2021 - 22:40 Português
Poesia/Geral O lugar que não se vê ... 0 105 01/25/2021 - 21:31 Português
Poesia/Geral Minh’alma é uma floresta 0 62 01/25/2021 - 20:58 Português
Ministério da Poesia/Geral Pangeia e a deriva continental 0 117 01/02/2021 - 19:34 Português
Ministério da Poesia/Geral A simbologia dos cimos 0 99 01/02/2021 - 19:23 Português
Ministério da Poesia/Geral Prefiro rosas púrpuras ... 0 65 01/02/2021 - 19:13 Português
Ministério da Poesia/Geral Por um ténue, pálido fio de tule 0 127 01/02/2021 - 18:59 Português
Ministério da Poesia/Geral Me perco em querer 0 85 01/02/2021 - 18:47 Português
Ministério da Poesia/Geral Epistemologia dos Sismos 0 80 01/02/2021 - 18:26 Português
Ministério da Poesia/Geral A sismologia nos símios 0 75 01/02/2021 - 18:11 Português