Minha alma é um lego

Minha alma é um lego

Minha alma é um lego aos bocados,
Pena eu não os saber montar certo
Nem direito, sobram sempre peças
E o mais difícil é montar as palmas

Nas mãos e na ponta dos dedos, as
Unhas e o encantamento na floresta
De cabelos, não recordo cada um dos
Pelos ou a ordem por que são postos

Os cotovelos, apostos ao torço,
Não sei desmontar palavras,
Sinto-lhes a angustia de sentirem
Presas a mim, tanto que não posso

Definir o que sentem ser amor ou
Ódio por serem presas e não guelras,
Que nos pregaram na boca.
Minha alma é um leque aberto q-b.,

Minha alma é um lego e os pedaços
Pensam não os saber montar, nem certo
Nem direito, falta sempre o pulso no braço
E o mais difícil é montar as palmas

Em pleno voo, abertas quando.bato.asas,
Fechadas porque as celas tem grades,
Querendo eu escrever meu nome no
Espaço Em Letra Grande Gigante, Maior

Que o Maior Monte, Lago ...

Jorge Santos (05/2018)
http://namastibetpoems.blogspot.com

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Miércoles, Mayo 23, 2018 - 16:12

Ministério da Poesia :

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Joel

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O que é a nossa alma se não

O que é a nossa alma se não for um lego? Uma nova inspiração, certamente. Abraços poéticos!!!

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O que é a nossa alma se não

O que é a nossa alma se não for um lego? Uma nova inspiração, certamente. Abraços poéticos!!!

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O que é a nossa alma se não

O que é a nossa alma se não for um lego? Uma nova inspiração, certamente. Abraços poéticos!!!

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O que é a nossa alma se não

O que é a nossa alma se não for um lego? Uma nova inspiração, certamente. Abraços poéticos!!!

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O que é a nossa alma se não

O que é a nossa alma se não for um lego? Uma nova inspiração, certamente. Abraços poéticos!!!

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PROCURA DA POESIA Não faças

PROCURA DA POESIA
Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
não aquece nem ilumina.
As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.
Não faças poesia com o corpo,
esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à
[efusão lírica.
Tua gota de bile, tua careta de gozo ou de dor no escuro
são indiferentes.
Nem me reveles teus sentimentos,
que se prevalecem do equívoco e tentam a longa viagem.
O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.
Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.
O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo das
[casas.
Não é música ouvida de passagem; rumor do mar nas ruas
[junto à linha de espuma.
O canto não é a natureza
nem os homens em sociedade.
Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada significam.
A poesia (não tires poesia das coisas)
elide sujeito e objeto.
Não dramatizes, não invoques,
não indagues. Não percas tempo em mentir.
Não te aborreças.
Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,
vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família
desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.
Não recomponhas
tua sepultada e merencória infância.
Não osciles entre o espelho e a
memória em dissipação.
Que se dissipou, não era poesia.
Que se partiu, cristal não era.
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?
Repara:
ermas de melodia e conceito
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.

CDA

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