Percas, Carpas …

Percas, Carpas …
Não as distinguiam do ind’agora, do ontem
Numa febre ligeira, chamavam-lhes de
Graças, milagres ou planícies fora da alma
E aos sentimentos, o que não tememos,
“A apologia de um lugar quiescente”,
Lá fora as Carpas mais se pareciam
Lírios longitudinais, mas presentes e
Legítimas como tudo o mais, pardilhos,
Percas da minha loucura, luar de quem
Se perdeu nalgum tempo, não eu
Embora doendo que seja, fui eu mesmo
Acontecendo “sine-die”, sem honra,
Não me destruiu a diáspora na Terra
Que liga a mim tudo o que o vento
Traz de cinzento e ambíguo nas várias
Viagens que faz até ao fim e eu mudo,
Ignorando tudo tal como uma vespa
Ou o delírio do vazio que me brada
E o vento ao cerzir nos ares a minha
Angústia parda e quieta, absurda
E líquida. Aconteço por segmentos
Como quando se viaja sozinho sob
O branco cinza do céu a quem chamo
De profecia quando o estou vendo,
Prevejo nem tanto, tampouco de fora
Como nos vemos, sonhos e memórias
Que repousam onde antes Reis, Reinos
E Rainhas de olhos esverdeados, carpas …
Percas, enguias, focas.
Jorge Santos (04 Janeiro 2025)
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a mim tudo o que o vento Traz
a mim tudo o que o vento
Traz de cinzento e ambíguo nas várias
Viagens que faz até ao fim e eu mudo,
Ignorando tudo
a mim tudo o que o vento Traz
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Viagens que faz até ao fim e eu mudo,
Ignorando tudo
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Viagens que faz até ao fim e eu mudo,
Ignorando tudo