CONCURSOS:
Edite o seu Livro! A corpos editora edita todos os géneros literários. Clique aqui.
Quer editar o seu livro de Poesia? Clique aqui.
Procuram-se modelos para as nossas capas! Clique aqui.
Procuram-se atores e atrizes! Clique aqui.
Colar boca a boca - Soltar boca da boca
Fecham-se as portas
E mundos estreitos tilintam luzentes
Letras de veementes vidas que morrem,
Mortes que vivem...
Psiu!
Espumas dizem bolhas em bocas brancas
Explodem em vapores refrescantes.
Limpamos o gosto salgado do choro
Da mancha, manchamos sentidos.
Tocam-se dedos de insultos...
Suor soa e sua cansaço.
Tem angústia tentando arrombar trincas
Mais uma vez há tentativa de sobrevivência
Põe-se sentido nas vozes, expressões e olhares,
Mas de repente o silêncio volta ao nada
Sons repetem gestos e visões
Manhãs são portões
Que prendem no passado o que foi:
E ainda pensar nas coisas contrárias...
Nas tardes que são mãos
E que matam manhãs envelhecidas.
Delícias de toques brincam com pensamentos
Que no fim mudam de temperamento
Tornando-se o carrasco do capuz da maldade
Torturando feridas já tapadas
Que enfim... sempre abrem-se
Os joelhos não obedecem pernas
Nem pernas obedecem medulas
Qual nome ainda é nome?
Qual ser ainda é ser...
Se somos línguas corridas em vozes fugidias?
Qual verdade ainda é verdade?
Qual desejo ainda é desejo...
Se enxergamos o que sonhamos?
E sonhamos!
E somente sobressaltamos
A vontade de ainda não ser
O que somos.
Submited by
Poesia :
- Se logue para poder enviar comentários
- 1535 leituras
Add comment
other contents of Alcantra
| Tópico | Título | Respostas | Views |
Last Post |
Língua | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Prosas/Outros | Só, sem chance | 3 | 1.788 | 03/28/2010 - 12:28 | Português | |
| Poesia/Gótico | O golpe e a ferida | 3 | 1.366 | 03/17/2010 - 20:30 | Português | |
| Poesia/Intervenção | A 3ª última Grande Guerra | 4 | 1.962 | 03/12/2010 - 15:20 | Português | |
| Poesia/Geral | Desafio poético - inferno dos poetas | 8 | 1.382 | 03/04/2010 - 12:47 | Português | |
| Poesia/Amor | O campo dos olhos verdes | 4 | 1.345 | 02/27/2010 - 17:46 | Português | |
| Poesia/Geral | Anjo Caído | 3 | 1.792 | 02/19/2010 - 22:01 | Português | |
| Poesia/Geral | Congregação dos loucos | 4 | 1.256 | 02/16/2010 - 02:04 | Português | |
| Poesia/Geral | O carnívoro e a carne | 3 | 1.441 | 02/07/2010 - 20:00 | Português | |
| Poesia/Geral | Aquele que não é de lugar nenhum | 2 | 2.394 | 01/31/2010 - 05:10 | Português | |
| Poesia/Geral | Tinta fresca | 3 | 1.471 | 01/12/2010 - 04:15 | Português | |
| Poesia/Geral | Montículo | 3 | 1.727 | 01/10/2010 - 21:36 | Português | |
| Poesia/Intervenção | Azulejos verdes | 7 | 1.277 | 01/08/2010 - 12:59 | Português | |
| Poesia/Geral | O rosto do Vidro | 4 | 1.686 | 01/05/2010 - 20:21 | Português | |
| Poesia/Geral | Palavra nua e crua | 5 | 2.066 | 12/31/2009 - 13:49 | Português | |
| Poesia/Geral | Suspiro dessepultado | 3 | 1.065 | 12/15/2009 - 06:23 | Português | |
| Prosas/Terror | Aeronave de Tróia | 1 | 1.998 | 12/14/2009 - 16:07 | Português | |
| Poesia/Meditação | Num bar | 3 | 1.609 | 12/14/2009 - 02:35 | Português | |
| Poesia/Amor | A cama e o sexo | 3 | 1.323 | 12/10/2009 - 04:04 | Português | |
| Poesia/Meditação | Ziguezagueia destino ziguezagueante | 3 | 1.272 | 12/09/2009 - 13:54 | Português | |
| Poesia/Geral | As sendas x Os golpes de martelo | 5 | 1.083 | 12/08/2009 - 15:47 | Português | |
| Prosas/Pensamentos | Arranhão do gozo | 2 | 2.393 | 11/29/2009 - 05:42 | Português | |
| Poesia/Geral | Notícia (Ode a Foz do Iguaçu) | 5 | 1.678 | 11/27/2009 - 04:39 | Português | |
| Poesia/Intervenção | Sociedade Morta | 4 | 1.297 | 11/20/2009 - 23:42 | Português | |
| Poesia/Amor | Equilíbrio | 8 | 1.392 | 11/17/2009 - 20:31 | Português | |
| Poesia/Intervenção | Os moinhos do norte | 4 | 1.104 | 11/17/2009 - 20:03 | Português |






Comentários
Re: Colar boca a boca - Soltar boca da boca
Qual verdade ainda é verdade?
Qual desejo ainda é desejo...
Se enxergamos o que sonhamos?
E sonhamos!
E somente sobressaltamos
A vontade de ainda não ser
O que somos.
Como sempre os teus poemas, são para ir lendo e relendo devagar. Sentir que caimos em cada passagem e já nada resta quando levantamos os olhos para o céu. Se ao menos um registo ficasse, um nome para contar a história, aí seríamos a bem aventurança, ao encontro do que nos gerou e criou e não andaríamos às voltas sem saber quem somos. Tudo muda e nessa mudança em vez de nos encontrarmos, afastamo-nos cada vez mais.
Os teus poemas são muito mais do que o que se lê, representam a força, o pulsar da vida que há em ti e eu adoro ler-te,
Beijos
Matilde D'Ônix
Re: Colar boca a boca - Soltar boca da boca
Alcantra :-)
Fantástico, poema.
Muito bom mesmo!!!
Abraço-luz...
mm
Re: Colar boca a boca - Soltar boca da boca
Delícias de toques brincam com pensamentos
Que no fim mudam de temperamento
Tornando-se o carrasco do capuz da maldade
Torturando feridas já tapadas
Que enfim... sempre abrem-se...
Mais um excelente poema que encontro no WAF!
:-)