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Confissão de um poeta

Confissão de um poeta

I

Amar é este querer quase sem querer
Envolvido em meio a um suicida
Que seria capaz de estirpar-lhe a própria vida
Na possibilidade de um perder.

É sonhar o inacabado inda que tardo
Na possibilidade de um recomeço
É lutar desde o fim até o começo
Na possibilidade do indeciso.

É tocar as estrelas apesar de sua distancia
E projetar anjos inda que barrocos
Próximo a dois corações unidos
Por um laço extraterreno.

II

Mas se eu te amasse pouparia lágrimas e incertezas
E mudaria o movimento dos astros e das constelações
Esfacelaria a dureza dos nossos corações
E roubar-vos-ia mais que um beijo.

Se possível contaria os minutos e retardaria as horas
Para apreciar a ingenuidade do teu sorriso
Mudaria o meu futuro ainda que indeciso
Para ter-lhe mais que vinte e quatro horas.

Cultuaria de tuas ações os mais simples gestos
E de tuas lágrimas faria sorrisos
Envolver-me-ia no teu falar inda indeciso
E te beijaria.

Tiraria dos dicionários as fantasias
E criaria uma originalidade indecifrável
Não professaria palavras vazias
Apenas a certeza de um amor indomável.

Ouviria meu coração de vez em quando e sangraria
Palavras de ternura e transbordaria
Pois só ao vosso lado me encontraria
Perfeito e completo.

Dedico este poema a todas as mulheres, pois mesmo que perfeitas e incompressíveis nós as amamos.
Abraços,
Até outrora,
Ntistacien.

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quinta-feira, setembro 16, 2010 - 08:54

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