Luz do encanto
Mergulho em ti
À procura de cantos agudos da voz da paixão
Digladiada nos cantos agudos das frias paredes.
Ó meu espelho líquido de alma!
Ó brilho confuso!
Uma vez mais quero lançar-me
Como seta de flecha em seu beijo febril.
Tive medo das horas que estive a sua espera
E das horas que estive ao seu lado,
Mas sempre quero respirar isto, sentir isto,
Ser tudo isto,
Até me ver suspenso e renascido.
Envolva-me em seu colo macio
Penetra-me lentamente pelas veias
Penetra minha mente inocente.
Docemente quero sair da terra imunda
E caminhar ao seu encontro de aventura selvagem.
Nesses dias de loucuras passageiras
Rolamo-nos pela preguiça psicotrópica
Sobressaltamo-nos pelas fantasias psicossomáticas.
Sinta minha saliva quente que posso sentir o seu ácido alucinógeno.
Você se dissolve em mim,
Corre pelo meu sangue até conhecer bem meus devaneios.
Falta levar-me ao santuário que me prometeste,
Ao universo do sonho que me contaste.
Eu te respirei, eu te beijei, eu te acariciei...
Eu me apaixonei, por isso fugi para sua lembrança.
Você está em meus dias
Está em meus desejos.
Luto para me esconder do seu olhar sintético
E sempre acordo te querendo mais,
Compulsivamente mais.
Sou capaz de me matar por ti
Sou capaz de ser morto por ti
Por uma vez mais
Pela esperança de sempre te querer uma vez mais.
Nadar em seus olhos derretidos de oceano sobrenatural
Voar em seus braços de asas de nuvens extensivas
Sonhar os sonhos que só tu podes sonhar
Ver as imagens que só tu podes imaginar
Estar em lugares onde só tu podes estar.
À beira desta Liberdade
Embarcamos na Locomotiva de diamante pueril
Na fé dos trilhos infinitos.
Nestes trilhos sobrevoamos ares,
Navegamos mares,
Percorremos terras...
Nestes trilhos da fé gerada por uma simples pedra clara
Deixamos para trás a bagagem da realidade.
Submited by
Poesia :
- Login to post comments
- 1492 reads
Add comment
other contents of Alcantra
| Topic | Title | Replies | Views |
Last Post |
Language | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Ministério da Poesia/General | Ode ao ego | 0 | 3.540 | 11/19/2010 - 18:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Selo de poesia | 0 | 1.699 | 11/19/2010 - 18:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Lua do Sul | 0 | 1.723 | 11/19/2010 - 18:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Piso espelho | 0 | 1.564 | 11/19/2010 - 18:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Captura | 0 | 2.535 | 11/19/2010 - 18:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Lábios às costas | 0 | 1.647 | 11/19/2010 - 18:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Tume(facto) | 0 | 2.026 | 11/19/2010 - 18:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Brilhância do meio dia | 0 | 2.726 | 11/19/2010 - 18:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Emulação da candura | 0 | 2.558 | 11/19/2010 - 18:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Outro | 0 | 2.918 | 11/19/2010 - 18:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Dor de rapariga | 0 | 1.994 | 11/19/2010 - 18:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Rubra Janela da tarde | 0 | 1.477 | 11/19/2010 - 18:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Chão em chamas | 0 | 2.601 | 11/19/2010 - 18:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Água Purpurina | 0 | 2.204 | 11/19/2010 - 18:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Num bar | 0 | 2.006 | 11/19/2010 - 18:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Seta esquiva | 0 | 3.112 | 11/19/2010 - 18:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Uma noite na morte | 0 | 2.170 | 11/19/2010 - 18:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Fios cerebrais | 0 | 1.842 | 11/19/2010 - 18:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Sem meios tons | 0 | 2.566 | 11/19/2010 - 18:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Rios do norte | 0 | 1.934 | 11/19/2010 - 18:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Vírgula et cetera | 0 | 1.740 | 11/19/2010 - 18:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Novo eco | 0 | 2.693 | 11/19/2010 - 18:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Pés em fuga | 0 | 1.936 | 11/19/2010 - 18:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Impressões | 0 | 1.435 | 11/19/2010 - 18:08 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Ossos nossos | 0 | 2.114 | 11/19/2010 - 18:08 | Portuguese |






Comments
Re: Luz do encanto
Uma paixão arrebatadora digna dos sonhos mais desejados. Gostei muito, Alcantra. Parabéns!
Agradeço-lhe pelo comentário em "Por que cantam as cigarras" Um abraço
Re: Luz do encanto
"Deixamos para trás a bagagem da realidade."
Convite tentador...
Grande poema.
Abraço.
Re: Luz do encanto
Novamente, muito obrigado analyra.
Um grande abraço!