Forte fraqueza

As aves debandam em retirada
À procura de um novo reino encantado.
Tento com ansiedade puxar o véu do horizonte
Corro mais e mais...
E ele sempre se esconde,
Sempre se camufla por de trás de uma paisagem ambígua.
A planície cansa minha visão
E tento alcançar o meu limite
Numa ilimitada obsessão pelo desconhecido.

A luz do sol desperta a curiosidade,
A cada minuto um desafio.
O silêncio predomina
O açude solitário
A casa de madeira sofrida
Caminhões tristes presos em suas lentidões – escravos de suas forças.
A direção suave
A natureza é o que predomina
E é o que menos se procura.
Por isso eu a amo e me escondo nos seus segredos,
Nos seus eternos mistérios.

Outros estão iludidos por uma promissora vida de casulo.

Não preciso pensar enquanto escrevo
A natureza é minha inspiração.
O meu mar agora é o céu
E tento vencer a força da gravidade
Para pular de ponta num mergulho eterno e profundo.
Estou de cabeça para baixo
À procura de uma sombra amiga
Onde eu possa de alguma forma ser livre e sem limites
Ser sábio e criativo
Chegar a algum lugar
Encontrar a mãe metafísica
E romper o meu corpo
Para ser o “tudo” e muito mais.

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Wednesday, December 16, 2009 - 22:35

Ministério da Poesia :

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