Depois


Disse adeus para comigo mesmo
No momento em que mais precisei de mim.

Tento agarrar meu nome

Um filho no útero fraco e podre
Da mãe que viaja na droga desta vida.

Algumas palavras são como balas atiradas ao crânio

Algum grito ao eco

O vento sussurra algo,
Vagarosamente esvai
Ao largo como barca à deriva

As cabeças são pinturas
Dependuradas nas paredes...
Algum ser tem sede de holocausto

Um quarto aberto e uma alma fechada,
Um caixão enterrado e um corpo soterrado de vida

Um rosto tentando chorar
Alguma encruzilhada oferecida ao pacto

Quem se aproxima
Eu me distancio.
Aqui estou eu
Latejantemente pulsantemente ardorosamente.

Submited by

Saturday, April 16, 2011 - 15:30

Poesia :

No votes yet

Alcantra

Alcantra's picture
Offline
Title: Membro
Last seen: 11 years 9 weeks ago
Joined: 04/14/2009
Posts:
Points: 1563

Comments

MarneDulinski's picture

Depois

Lindo e triste poema, porém gostei!

Meus parabéns,

MarneDulinski

Alcantra's picture

Agradeço vossas bem vindas

Agradeço vossas bem vindas palavrs, Marne.

Abraço,

Alcantra

Add comment

Login to post comments

other contents of Alcantra

Topic Title Replies Views Last Postsort icon Language
Ministério da Poesia/General Ode ao ego 0 4.332 11/19/2010 - 18:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Selo de poesia 0 1.935 11/19/2010 - 18:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Lua do Sul 0 1.871 11/19/2010 - 18:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Piso espelho 0 1.604 11/19/2010 - 18:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Captura 0 2.674 11/19/2010 - 18:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Lábios às costas 0 1.729 11/19/2010 - 18:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Tume(facto) 0 2.202 11/19/2010 - 18:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Brilhância do meio dia 0 2.793 11/19/2010 - 18:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Emulação da candura 0 2.604 11/19/2010 - 18:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Outro 0 3.524 11/19/2010 - 18:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Dor de rapariga 0 2.209 11/19/2010 - 18:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Rubra Janela da tarde 0 1.500 11/19/2010 - 18:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Chão em chamas 0 2.978 11/19/2010 - 18:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Água Purpurina 0 2.241 11/19/2010 - 18:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Num bar 0 2.139 11/19/2010 - 18:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Seta esquiva 0 3.185 11/19/2010 - 18:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Uma noite na morte 0 2.210 11/19/2010 - 18:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Fios cerebrais 0 1.882 11/19/2010 - 18:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Sem meios tons 0 3.068 11/19/2010 - 18:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Rios do norte 0 1.989 11/19/2010 - 18:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Vírgula et cetera 0 1.868 11/19/2010 - 18:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Novo eco 0 3.024 11/19/2010 - 18:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Pés em fuga 0 1.983 11/19/2010 - 18:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Impressões 0 1.468 11/19/2010 - 18:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Ossos nossos 0 2.636 11/19/2010 - 18:08 Portuguese