Rasgos da minha memória
Pergunto-me
se me termino por aqui
onde o tempo viaja
mas não volta.
Onde a disputa do meu ser
se mistura entre poemas
poemas de amor e de guerra.
Das manhãs frias
dos rasgos da minha memória
dos açoites de vara fina
que alinhavam
as folhas secas espalhadas
pelo chão do meu corpo.
Pergunto-me
porque me pariram
em tragos de dor
se o desejo nada mendigava à vontade
da parida vontade que me pariu.
Pergunto-me porque persisto
nesta persistência
no tempo que viaja mas não volta
resta-me o presente rasgado
pela subsistência de cada dia .
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Sunday, January 4, 2009 - 02:32
Poesia :
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Comments
Re: Rasgos da minha memória
Um poema escrito com alma!
:-)
Re: Rasgos da minha memória
Somos viajantes do tempo. O tempo não volta é verdade mas pode revestir-se de formas e viagens mais belas.
Um poema por excelência!
Beijo azul
Re: Rasgos da minha memória
"Toda reflexão que leve o homem para fora do estreito círculo do seu egoísmo é saudável e boa para a alma, seja qual for o caminho pelo qual enverede essa reflexão. "
(Joseph Ernest Renan)
Todos nós temos um caminho a percorrer, no meu caso ainda não o encontrei, mas que ele existe, existe. Abraços.
Re: Rasgos da minha memória
Sem dor não sabemos dar valor! dizem...
Eu gostei bastante do teu poema
breizh
Re: Rasgos da minha memória
enquanto se impõem a pergunta, sugere a procura da resposta, o que implica a vontade ditada pelo o destino que cada um traça...ou escrita nos céus.
há sempre uns quantos sobreviventes...és um deles.
Beijos
Re: Rasgos da minha memória
o tempo viaja,
e no entanto, persiste em nós.
adorei!
bjs
Re: Rasgos da minha memória
Obrigada Giraldoff pela tua apreciação e simpatia.
Eu aqui no meio de tão ilustres escritores não passo de uma formiga
Beijo de amizade