Anestésico da alma

É sempre melhor o mistério do que a certeza visível

Será que havia ali uma voz?
Voz nenhuma soa assim,
Assim voz nenhuma soa.

Rasga o escapulário que já não sois nada
Até que o mundo abra bocas novamente.

Palpar, palpar o único enlace para consigo mesmo.
Não estivemos aqui e aqui estamos
Vertidos em línguas amargas com sede de loucura.

Impermeável pele da desgraça
Olhares obscenos voam na atmosfera.

Resmungas seu ódio e sua fúria
Libertador do nada!

Azul mudo na dança das horas
Plenilúnio mirrado com sangue escorrido

Efúgio insinuante contíguos
Atacam a razão
Do mal escrito dom do nervo

Expeles pontiagudas palavras
No veneno que penetra veias
Arrebentando um coração

Quererias mais do que queres agora
Intrigada amaldiçoada mão que geme ao perdão...

O amor é um eterno não sei

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Martes, Diciembre 15, 2009 - 19:07

Ministério da Poesia :

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Alcantra

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