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De um gélido e amaldiçoado grito

Daqueles ousados calafrios que a sombra inveja,
do fogo incolor de um recanto amargamente desbravado.
dos prantos de mil dores que a solidão não deseja,
surgiu a pobreza, perdeu-se o encanto adorado.

Entorpecido pelo mais doce sofrimento que o peito queima,
resguardado daquela virtude que era sentir a inocência amar.
Dos olhos a lágrima caía enquanto da luz o calor fugia
porque a alma só tinha cinzas e saudades a queimar.

Sem encanto, sem paixão, sem esperança a adoçar
a vida, triste e indelicada sina a acariciar os meus lamentos,
dava os meus frágeis passos enquanto a doença amaldiçoava.
E eu… tão só… em confusão morrendo ainda cantava.

“Tortura-me a noite,
a miserável calúnia que nem os espectros quis perdoar,
que berra tristeza e ri como a velha dona de uma altivez caída.
Tortura-me o dia,
a peça já fria que nem para o meu drama tem um feliz final,
porque os males já mortos são folhas de Inverno que entram num beco sem saída.”

O meu adeus a toda a felicidade desprezava a beleza
e o pensamento era apenas um abismo caído em meio ao tormento.
Suportaria eu a vida adormecendo em meio à amargura?
Não sabia… Apenas via o meu sangue conhecer a brisa
e a respiração ser um vil e ténebre desfraldar
das velas de um reles barco prestes a partir
enquanto a dor... Ah! A dor me iria naufragar...

Desculpem, lamento quem me lê e me conhece…
A luz que antes havia em mim fugiu porque a escuridão tem fome
e eu sou agora o vazio sem vontade
neste labirinto perdido em que a minha alma nasceu.
Mas não se preocupem!
A morte, doce morte, deste fardo me irá levar,
se a vida, que antes existia em mim, já não morreu...

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terça-feira, março 17, 2009 - 23:47

Poesia :

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Solitudinis

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Comentários

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Re: De um gélido e amaldiçoado grito P/Solitudinis

Agradeço-te o comentário:)
Quando a alma nasce triste, poucos são os momentos de alguma luz... mas sempre se tenta nem que seja a criar:)))
Tudo de bom ^-^

imagem de Anonymous

Re: De um gélido e amaldiçoado grito P/Solitudinis

Apesar da tristeza, nas tuas palavras respira-se a luz poderosa da escrita. Isso é algo brota da alma!

Abraço

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