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Diablo - Capitulo 4 ( parte 2/4)

O Inspector Tucilla e a Tenente inspecionavam cuidadosamente a janela do orfanato. Haviam chegado quase simultaneamente ao mesmo local e mesmo assim a tenente Vage achava que a velha raposa lhe estava a omitir dados confidenciais que poderiam ajudar à resolução do mistério.
Não havia duvida, após uma cuidadosa análise dos terrenos limítrofes ao exterior da janela, que o que quer que tivesse partido a janela tenha vinda do interior do orfanato e não do exterior e de facto todas as análises apontavam para que foss "alguem". A grande questão era de como poderia alguem saltar três metros desde o chão do orfanato até á pequena janela no topo e ainda assim ter força suficiente para partir o vidro? A tenente Vega estava esperançada que algum corpo pudesse ter sido projectado para o exterior através da janela e se fosse de facto assim, então o cadáver ( porque ninguem resistiria a tamanho choque com o solo) teria de estar caido nos arbustros, perto da janela.
Por seu turno o inspector Tucilla tudo fazia para não perder a tenente vega de vista. não fazia ideia de como ela poderia ter tido o mesmo " feeling" que ele e cada vez mais achava que ela escondia provas e dados concretos sobre o caso, alem do facto de quase de certeza, ter colocado uma "toupeira" na sua divisão. Por isso ela estava aqui! alguem a tinha avisado.
Sacudiu nervosamente a cinza do seu charuto, que rolava hábilmente entre os seus dedos grossos Depois de meditar uns segundos, evitando olhar directamente para a tenente encolheu os ombros e concluiu que tal não seria possível. Ele nunca dissera a alguem onde ia!
Tucilla, afagou o queixo com a mão livre e olhou para a janela.Como seria possivel alguem ter saltado por lá? Não existia qualquer ponto de apoio para um pé, não existia igualmente qualquer sinal de cordas, pelo que só havia uma solução. A menos que o Super Homem existisse, alguem tinha atirado um obejcto pela janela. Talvez no meio da discussão. Sim, a pista parecia lógica e de charuto preso nos lábios, esfregou as mãos e preparava-se para ir para o exterior, quando Vega o interpelou:
-Sempre chegamos à mesma conclusão!
-Pois, parece que sim. Era a unica explicação.
-Correcto, mas mesmo assim é raro.
Ao ver Tucilla a dirigir-se para o exterior, Vega assumiu que tambem o inspector iria proceder á procura do corpo:
Completamente raro. E seria preciso uma força descomunal para o projectar pela janela.
-Claro. Mas a questão é mesmo essa. Porque o projectaria pela janela?
-Bom a inicio pensei que era um modo de entrada, mas agora constato que foi de fuga!
A tenente parou subitamente e incrédula, indagou:
-Um modo de entrada? Se fosse assim, o corpo estaria no orfanato!
-Qual corpo?
Vega sacudiu a cabeça, e confrontou-o:
-O que procuras afinal?
-O mesmo que tu...
-Não tenho tanta certeza...
-O Objecto que foi usado para partri o vidro. Não achas que...Corpo? Achas que alguem atravessou a janela para se estatelar no chão?
-Parece-me o mais óbvio!
-Espera Tenente, isso é demais. Que possamos assumir que porventura alguem tenha a força para projectar um objecto de 5 a 10 kgs por uma janela àquela altura inda vá. Mas um corpo pesa no minimo 30. Não era possivel!
Vega preparava-se para responder, quando um agente da policia mexicana entrou quase sem f^olego no orfanato e dirigindo-se rapidamente aos dois, soltou:
-Vocês têm de ouvir isto!
-Que se trata Juan?
-Venham rápido!
Em passo acelerado os dois acompanharam o jovem agente até ao rádio do carro patrulha. O rádio estava sintonizado numa emissora nacional e o tom de voz do jornalista que falava era alarmante:
´"É como vos digo, amigos ouvintes, fielmente como vos relatei. Um enorme ser, envolto numa bola de fogo, foi avistado hoje no Parque Central, quando um grupo de delinquentes lutavam. Aparentemente os presentes no local falaram em uma niña com uma espada, mas a vossa rádio ainda não conseguiu apurar a verdade dese facto. O que para já é real é que várias pessoas afirmam ter visto este ser. Alguns inclusivamente falam em dia do julgamento final, no próprio Diabo!"
Sem perder a chama da reportagem, o jornalista ia perguntando aos presentes e que supostamente viram algo, uma descrição pormenorizada e desde raios a sair das mãos, até bolas de fogo, tudo era relatado.
"A policia foi rápida a isolar o local e tudo o que é dado a ver são alguns corpos caido no solo, enquanto..."
Quando o jovem policia olhou por cima do ombro, já só viu as viaturas do inspector e da tenente arrancarem a toda a velocidade para o local.

A alguns quilómetros dali, "Rato" que até surgir essa reportagem mantinha atentamente a sua concentração em diversos livros antigos, saltando de figura para figura, rabiscando frenéticamente num bloco de apontamentos, parou e escutou atentamente a reportagem.
Com um sorriso de vitória, abriu a pesada gaveta da escrivaninha, atirando os apontamentos para lá, rodou a chave e escondeu-a em cima do guarda- fatos. Calçando as suas Nike prateadas, certificou-se que os pais dormiam e sem perder tempo, saiu sem fazer o mais pequeno ruido, agarrou na bicicleta e rumou apressadamente até ao local da entrevista.
Desde que Sara Mendoza o colocara na pista de um crime estranho num bar, que as suas "antenas" ligaram-se e havia feito consideráveis progressos, atrvés do Modus operandi do assasino. Quase sem dar por isso, viu-se atafulhado de Lendas e mitologias Aztecas e Maias,um assunto que realmente lhe interessava e ao ouvir a reportagem, sabia após o que havia lido, que tudo estava ligado.
Além do mais, rato tinha outra grande habilidade. Desde muito novo que não havia mexerico na cidade que ele não ouvisse ou soubesse. Cedo se habituara a estar perto das pessoas certas, mesmo de gangs rivais e se a policia soubesse desta sua faceta, certamente ele seria o melhor informador do Mundo.
Mas o seu grande defeito, é que ele só se preocupava com o que os outros não queriam saber. Não era pela curiosidade de mexericos que ele agia, mas sim pela descoberta dos mais terriveis segredos de cada um. Todos nós temos segredos e a função dele era tão somente os conhecer.
Há medida que avançava na bicicleta, por entre a estrada de alcatrão mais o seu espirito se enchia de alegria, pois em breve iria surpreender a Sara.

No local o cenário era bem pior que o descrito pela rádio. Aqui não havi adjectivos simples. Aqui havia a realidade brutal de um massacre. Tucilla e Vega olhavam chocados para os corpos. Alguns mutilados, outros sem cabeça, mas todos eles carbonizados.
Foi Vega a primeira a quebrar o silêncio:
-O que raio se passou aqui?
-Os cadáveres, não são certamente de gangs.
-Estou a ver bem ou tmabem há cadáveres de idosos?
-Sim. Estas a ver bem.
-Por Dios!
-Todos carbonizados Vega!
A tenente avançou a custo olhando demoradamente para os cadáveres. a certa altura parou, ajoelhou-se e chamou Tucilla, que ainda hesitou entre fingir que não havia percebido o chamamneto ou se limitar a dirigir ao local. optou pela segunda hipótese:
-Que passa?
-Repara. - Vega afastou a camisa do cadáver, revelando o peiro aberto, como se um vulcão tivesse entrado em erupçãop pelo interior.
-Como no orfanato!
-Exacto. O coração desapareceu. Mas só de alguns, como é isto possivel?
-Penso querida que isto nos ultrapassa!
O cinismo de Tucilla foi suficientemente fort para que ela reparasse na viatura que acabava de chegar.
De dentro da viatura branca com um pirilampo azul na capota, dois sujeitos de ar grave sairam e aproximaram-se deles.
Sem perder tempo, Tucilla alertou a tenente:
-Nem uma palavra sobre os corações. estes hombres de fatinho que se dediquem a conclusões.
-Okay!
Por qualquer razão os dois sujeitos pareceram momentaneamente zangados por verem Tucilla no local e após as devidas formalidades, um deles avisou:
-Inspector Tucilla, tenente vega lamento informar, mas este caso é nosso!
-Ai sim? - Inqueiriu Vega
-Sabe tão bem como nóes, que assim que envolva a segurança Nacional, nós tomamos conta da ocorrência.
-Não, não sei. O que vejo aqui são cadáveres mutiladops num parque. Nada de exército inimigo ou espiões. pelo que não vejo onde o argumento...
-Tenente, certamente não espera que discuta os contornos desta situação consigo!
-Raul, calma. A tenente apenas questionou algo. È livre de o fazer!
-Inspector Tucilla, como pode ver isto não é um dos seus "casos" de gangues e de droga!
-Como sabe?
O sujeito hesitou, olhando desconfiadamente para o parceiro:
-Então Raul, sempre sabes algo. Vamos, o que tu sabes?
-Apenas sei que fomos enviados para o local e agora é conosco. meus senhores, vou pedir que se retirem.
Vega ia articular uma resposta, quando a pesada mão de Tucilla pousou sobre a sua e num desabafo, aconselhou:
-Vamos voltar ao orfanato Tenente. Deixemos este quebra cabeças para quem sabe!
Vega conhecia bem demais a arrogância de Tucilla e vê-lo a desistir tão facilmente deixou-a perplexa. Tão perplexa que se limitou a seguir Tucilla até ás imediações do cordão policial.
Ainda de costas para os sujeitos Tucilla questionou:
-Estão a olhar?
-Agora não.
-Optimo.
Rapidamente Tucilla aproximou-se do miudo que montado numa bicicleta vermelha assistia á cena e abordou-o:
-Eh miudo, viste allguma coisa?
-Não Cheguei agora mesmo!
-Optimo.
-Perdão?
-Estás a ver aqueles animais ali em pé?
-No meio dos corpos?
-Correcto.
-Sim estou. São da policia. Você tambem é?
-Sim sou. Olha miudo, queres ganhar umas pratas?
-Claro. Que tenho de fazer?
-Sabes onde é o orfanato de Nosdsa Srªa de Guadalupe?
-Perfeitamente.
-Então tudo o que quero é que sejas os meus ouvidos e vejas tudo o que for feito ou dito, se conseguires, depois vens-me contar. Pode ser?
-Claro, mas eles não são seus amigos da policia?
-Puto quando cresceres vais perceber que colegas e amigos não são a mesma coisa.
-Inspector eles estão a olhar. - Alertou Vega.
-Okay miudo, ficarei á espera.
Assim que se afastaram Rato sorriu. Isto era mais do que ele poderia esperar.

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sexta-feira, abril 8, 2011 - 23:56

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