Sou um homem complicado…

Sou um homem complicado,
Pondo
De lado a saudade do que queria,
Escondo o que penso da abdicação
E o que quero é um santo remédio,
Que dê combate ao absurdo que sou
E queria para deixar de existir o que
Quero por encanto e enquanto falar
A saudade tão alto que não haja
Maneira de ouvir não pensar, se quero
O impossível que continuo a querer
Por teimosia e nao por bom senso
Ou a incapacidade de ter saudade de tudo,
Pois sinto saudade do sorriso, pondo
De lado a razão, com que não lido,luto…
Sou um homem complicado, ponto,
Como se não fosse a consciência alheia
Oscilante e variável por direito cível
E alienável a condição de fazedora
De espelhos e fantasma de laboratório
Queria para deixar de existir, o processo
De ser Deus trazido pra escrita,
Quem sabe a minha vinda depois de viver,
Explicando tão concreta porém abstracta, tinta…
Jorge Santos (03/09/2015)
http://namastibetpoems.blogspot.com
Submited by
Ministério da Poesia :
- Login to post comments
- 3606 reads
Add comment
other contents of Joel
| Topic | Title | Replies | Views |
Last Post |
Language | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Prosas/Others | Mad'in China | 0 | 5.657 | 11/07/2013 - 16:31 | Portuguese | |
| Poesia/General | Tenho escrito demasiado em horas postas | 2 | 5.520 | 11/07/2013 - 12:59 | Portuguese | |
| Poesia/General | Vivesse eu... | 0 | 6.462 | 11/07/2013 - 12:31 | Portuguese | |
| Poesia/General | Na cidade fantasma... | 0 | 3.777 | 11/07/2013 - 12:30 | Portuguese | |
| Poesia/General | Pudesse eu | 0 | 3.235 | 11/07/2013 - 12:29 | Portuguese | |
| Poesia/General | Quando eu morrer actor | 0 | 3.766 | 02/16/2013 - 23:02 | Portuguese | |
| Poesia/General | O que é emoção e o que não o é... | 0 | 7.209 | 02/16/2013 - 23:01 | Portuguese | |
| Poesia/General | Sombras no nevoeiro | 0 | 3.947 | 02/16/2013 - 22:59 | Portuguese | |
| Poesia/General | o dia em que o eu me largou | 2 | 4.412 | 12/30/2011 - 13:24 | Portuguese | |
| Poesia/General | ciclo encerrado | 0 | 4.793 | 03/11/2011 - 23:29 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | gosto | 0 | 5.329 | 03/02/2011 - 16:29 | Portuguese | |
| Poesia/General | A raiz do nada | 0 | 3.315 | 02/03/2011 - 21:23 | Portuguese | |
| Poesia/General | Tão íntimo como beber | 1 | 3.153 | 02/01/2011 - 23:07 | Portuguese | |
| Poesia/General | Gosto de coisas, poucas | 0 | 6.397 | 01/28/2011 - 18:02 | Portuguese | |
| Poesia/General | Luto | 1 | 5.344 | 01/15/2011 - 21:33 | Portuguese | |
| Poesia/General | Não mudo | 0 | 4.196 | 01/13/2011 - 13:53 | Portuguese | |
| Prosas/Lembranças | Cruz D'espinhos | 0 | 10.896 | 01/13/2011 - 12:02 | Portuguese | |
| Prosas/Contos | Núri'as Ring | 0 | 7.041 | 01/13/2011 - 12:01 | Portuguese | |
| Poesia/Fantasy | Roxxanne | 0 | 5.651 | 01/13/2011 - 12:00 | Portuguese | |
| Poesia/General | Oração a um Deus Anão | 0 | 7.423 | 01/13/2011 - 11:58 | Portuguese | |
| Prosas/Saudade | O-Homem-que-desenhava-sombrinhas-nas-estrelas | 0 | 6.587 | 01/13/2011 - 11:57 | Portuguese | |
| Poesia/General | O fim dos tempos | 0 | 6.155 | 01/13/2011 - 11:52 | Portuguese | |
| Poesia/General | Terra á vista | 1 | 4.192 | 01/13/2011 - 02:13 | Portuguese | |
| Prosas/Lembranças | sete dias de bicicleta pelo caminho de Santiago francês | 0 | 11.096 | 01/13/2011 - 00:58 | Portuguese | |
| Poesia/General | Não sei que vida a minha | 1 | 2.847 | 01/12/2011 - 22:04 | Portuguese |






Comments
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
Como se não fosse a
Como se não fosse a consciência alheia
Oscilante e variável por direito cível
E alienável a condição de fazedora
De espelhos
Como se não fosse a
Como se não fosse a consciência alheia
Oscilante e variável por direito cível
E alienável a condição de fazedora
De espelhos
Como se não fosse a
Como se não fosse a consciência alheia
Oscilante e variável por direito cível
E alienável a condição de fazedora
De espelhos
Como se não fosse a
Como se não fosse a consciência alheia
Oscilante e variável por direito cível
E alienável a condição de fazedora
De espelhos
Quero por encanto e enquanto
Quero por encanto e enquanto falar
A saudade tão alto que não haja
Maneira de ouvir não pensar