Ana acorda

Cá estamos nós!
Encima das colinas de ouro.
Só que quando o inverno falecer
E nos formos,
Teremos todos os contos fora do juízo
Forçando memórias velhas
Com pontas esquecidas.

Cá estamos nós!
Balouçando com plantas feitas de ventos musicais
Nos montes sagrados desconhecidos por deus.

Comunheiras emboques pirâmides de céu
A dar pela lua
Tal qual olho virgem para o máximo de tudo.

Aproximei-me o mais perto que pude
Em Siuxs magias e feitiços amazônicos selvagens
Estrondo de selva aos arredores do mundo.
Aproximei-me sim,
Desta maneira,
O mais perto de teus mais delicados gestos

Cá estamos nós!
Naquelas mesmas sandálias onde tu calçavas o seu nome.
Travesseiros gentis deleitavam sua face
Escondidos do que agora somos
Leve na noitinha
Com delicadeza de algodão

Eu esperava não nascer
Cá estive nascido
Eu esperava que tu nasceste
Ali estiveste
Na forma de olhos de serras verdes
E pupilas de jardim
Ana acorda... NÃO! Ana, não acorde.

Submited by

Jueves, Junio 28, 2012 - 16:27

Poesia :

Sin votos aún

Alcantra

Imagen de Alcantra
Desconectado
Título: Membro
Last seen: Hace 11 años 13 semanas
Integró: 04/14/2009
Posts:
Points: 1563

Comentarios

Imagen de Leonardo Garcias--------------------------------------------

Poesia do Mundo

Tenho estado atento e tem-me surpreendido creio que é um homem do mundo que se agoniza na perturbante dor do amor, prende-se, raramente volta ao mundo, recolhe-se na sua poesia, a poesia do Mundo.

Obrigado, este é o meu pensamento.

Add comment

Inicie sesión para enviar comentarios

other contents of Alcantra

Tema Título Respuestas Lecturas Último envíoordenar por icono Idioma
Ministério da Poesia/General Suspiro dessepultado 0 3.044 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Uma página em branco 0 1.778 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Tálamo do titilar 0 2.741 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Tacto dulcífico 0 2.182 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Depois 0 2.682 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Palavra que soa e deixa de dizer 0 1.837 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Laços da língua 0 2.216 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Bocas que sangram 0 2.613 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General De viés 0 2.043 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Ziguezagueia destino ziguezagueante 0 2.450 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General A cama e o sexo 0 3.014 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Títulos Quebrados 0 2.311 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Os trilhos estão indo... 0 1.938 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General As trincas 0 2.302 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Nu 0 3.408 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Algo 0 2.647 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Cabeça na mesa 0 4.241 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General O manto e o inverno 0 2.285 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General O que é... O que já não é (foram-se as emoções) 0 3.404 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Avenidas de mim 0 2.902 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General E... 0 2.946 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Não sei... Não sou 0 3.742 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Desnudo 0 4.245 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Ministério da Poesia/General Mares de mim 0 2.902 11/19/2010 - 19:08 Portuguese
Críticas/Varios Worldartfriends - De volta à poesia 0 2.033 11/19/2010 - 02:47 Portuguese