Quimono Circunflexo

Quimono Circunflexo

Podia ver-te na roupa de um álbum preferido,
A estética Inventada antes de te conhecer.
Eras nua e cabelo negro por brotar corrido.
Metade minha, a tua silhueta à flor da porta,
Em vão, quando nasces secundária no eu te querer.
És oriente corpóreo onde o real nem te nota.

Chapéus fora pela rapariga que esperava
Ela esperava por eles, ela esperava por nós.
Por mim! Em devaneios meus abancados de voz.
Eram chances e innuendos em tudo o que não falava.

“Não ter de lutar por uma força maior
Porquanto ela mesmo lutará por ti.”
Disso lema, e fazer de invectiva o fluxo da cena
No enquanto insustentável de acentuar o pormenor
Conjugo leveza, e acontece se valer a pena.

Um brinde à rapariga que desesperava
Eu desesperava por eles, eu desesperava por mim.
Por ela! Num serão adolescente sem tacto no fim.
Eras multidão a solo que no escuro ateava.

Ao sopro e viciado na emoção mais rente,
Outra pluma lançada num sempiterno retorno.
Sakuras circunstanciais e livre-arbítrio embotado,
Todas enlevos efémeros num homem moderno.
És a doença evidente na absência que curas.

Uma vénia à rapariga que convidava
Ela convidava-os a eles, eu convidava-me a mim.
Por vida! Num torpor conivente que assentia com sim.
Era o anuário de liceu que o auge passional cessava.

Vertigens cruzadas, e "bom dia" em vez de tanto
Por extrair das pernas em escrutínio sentadas.
Eles eram o eco constante a subtrair-me do pranto,
“Nós” era adorno em que te perseguia o semblante.
Fosse tu naqueles fúteis sussurros, sibilar-me-ia:

"Apupos para o rapaz que expectava
Ele expectava por si na expectativa do mundo.
Por medo! Só num banco com o ego no fundo.
Era um estranho com nome que nem atentava:"

"O que é o idealismo senão a pena que perpetuo,
A falta de amor-próprio projectada no próximo...
Objecto criado de uma existência a que excluo
A liberdade de não me ser um peso sinónimo?"

(01-11-2013)

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Viernes, Noviembre 1, 2013 - 02:28

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Fran Silveira

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