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O teu brinquedo
Dá-me...
Dá-me o teu brinquedo.
Ajuda-me a passar o tempo ás horas em que não janto.
Ajuda-me a matar a fome em horas a brincar.
Estou farto de inventar caravelas no rio da aldeia,
eternizando o meu estômago esquecido... em pratos cheios de nada.
O teu brinquedo...Dá-me.
Passo horas sentado no inferno a construir paraísos...
Dá-me o teu brinquedo.
Para esquecer o avental de minha mãe puído de lamber lágrimas...
Como cheira bem o avental...
Vejo-a na rua a esmolar caridades com o seu cabelo solto.
Tenho jantares de agonia e um beijo de desmaio na carteira da escola.
Eu lívido no delírio penso...no teu brinquedo!
Já me esqueci em aros e piões nos serões silenciosos sem toalha na mesa.
Corro dias á carica e a fisgar pássaros de vento.
Descubro túneis no ferro velho e prolongo as tardes até madrugada...até madrugada!
Encontrei-te hoje na rua e pedi-te...
Dá-me...
Dá-me o teu brinquedo.
Acedes-te.
Com esse pau de gelado não farei mais caravelas.
Faço uma cana de pesca,
transformo o rio num mar,
Esta noite concerteza...
Teremos peixe ao jantar.
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Poesia :
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Comentários
Re: O teu brinquedo
LINDÍSSIMO POEMA, EMBORA, SAUDOSAMENTE TRISTE!
Meus parabéns Poeta, por sua sensibilidade, e por nos deixar este lindo Poema!
Muito obrigado,
Marne
Re: O teu brinquedo
De uma tristeza sem fim, nem por isso, menos belo! Abraços