...de todas as obras

No motim dos dias vociferam pela mente
Quotidianos e ventos antagónicos.
Um fio de luz rosada penetra nos olhos gratinados
Entre fumos e cinzas, os sons suados
Percorrem toda a epiderme na verve certeza,
Que por todos os desafios pelo qual os pés
Se cingem no pó do destino,
O derradeiro triunfo
É o resplendor de duas sementes,
A mim confiadas que vingaram no tempo
E nele prosperaram onde o meu rosto se baba
Nas evidências de um completo traço
Na perfeita medida que os meus dias conduziram.

Enquanto os anos dançam nos beiços da vida,
Esta é a aragem, que um vulgar gesto
Me diz no profundo sentir, na essência do pensador,
Sublime tarefa o concretizar em amor.
Tudo que do destino fiz, esta
É a realidade, de onde nasce a lua e os dias
Uma arena sem fantasia.

Quando partir
Uma única certeza terei, que de todas as obras
A que atingi sem esforço nem mácula
É esta a de ser vossa mãe…

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Domingo, Mayo 2, 2010 - 09:51

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AnaCoelho

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Comentarios

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Re: ...de todas as obras

Ana, poetisa!!

Lindo o que escreveste!!!! enquanto mãe senti!!!

1 beijo enorme...é um prazer ler-te!!!!

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Re: ...de todas as obras

Um fio de luz rosada penetra nos olhos gratinados
Entre fumos e cinzas, os sons suados
Percorrem toda a epiderme na verve certeza,
Que por todos os desafios pelo qual os pés
Se cingem no pó do destino...

Uma Mãe perfeita!!!

Parabéns!!!

:-)

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