CONCURSOS:
Edite o seu Livro! A corpos editora edita todos os géneros literários. Clique aqui.
Quer editar o seu livro de Poesia? Clique aqui.
Procuram-se modelos para as nossas capas! Clique aqui.
Procuram-se atores e atrizes! Clique aqui.
Supondo-me desperto
Despertei não sei do quê nem como,
Se ainda durmo um tardio febril sonho
Vestido a luto ou se desperto a mando
De alguém morto há séculos e por falecer
Do mesmo mal que me anima ainda pés e tronco
E em que nada combina com vida, nem ar aliado
Ao movimento de sombra e luz que me perdure,
Inútil a alma que, se existisse seria cinza, pó terra
Acabando por se perder na penumbra alada
Desse neutro, negro outro lado, não sei porquê,
Nem onde, mestiça margem d’outro homem,
Vestida a manga, só no decote o tecido é curto,
A glote é minha assim como a de todos outros
Sem glória, cantando “à capella”, o divino moribundo
E o grotesco aplaudido por milhões de varejas,
Maldigo o destino, coso-me ao último, tomara certo,
Não falsa ideia final, do inútil que sou, supondo-me
Desperto, sem uso nem posto, confundo-me
Com as pedras que acariciam meu estéril rosto
E se alinham nas mãos e não no gesso do grotesco busto.
Jorge Santos 06/2019
http://namastibetpoems.blogspot.com
Submited by
Poesia :
- Se logue para poder enviar comentários
- 14300 leituras
Add comment
other contents of Joel
Tópico | Título | Respostas | Views |
Last Post![]() |
Língua | |
---|---|---|---|---|---|---|
Ministério da Poesia/Geral | Pangeia e a deriva continental | 1 | 5.447 | 06/21/2021 - 15:32 | Português | |
Poesia/Geral | Minh’alma é uma floresta | 1 | 2.732 | 06/21/2021 - 15:31 | Português | |
Poesia/Geral | O lugar que não se vê ... | 1 | 3.756 | 06/21/2021 - 15:31 | Português | |
Poesia/Geral | Meus sonhos são “de acordo” ao sonhado, | 1 | 5.192 | 06/21/2021 - 15:31 | Português | |
Poesia/Geral | Apologia das coisas bizarras | 1 | 2.822 | 06/21/2021 - 15:30 | Português | |
Poesia/Geral | Gostar de estar vivo, dói! | 1 | 3.038 | 06/21/2021 - 15:30 | Português | |
Ministério da Poesia/Geral | Os Dias Nossos do Isolamento | 1 | 3.871 | 06/21/2021 - 15:28 | Português | |
Ministério da Poesia/Geral | Permaneço mudo | 1 | 3.245 | 06/21/2021 - 15:28 | Português | |
Ministério da Poesia/Geral | Deixai-vos descer à vala, | 1 | 4.050 | 06/21/2021 - 15:28 | Português | |
Poesia/Geral | "Phallu" de Pompeii! | 1 | 5.076 | 06/21/2021 - 15:27 | Português | |
Poesia/Geral | Humano-descendentes | 9 | 6.414 | 06/21/2021 - 15:27 | Português | |
Poesia/Geral | Confesso-me consciente por dentro … | 1 | 6.382 | 06/18/2021 - 18:27 | Português | |
Poesia/Geral | Versão Endovélica de mim próprio | 32 | 4.315 | 06/17/2021 - 15:54 | Português | |
Ministério da Poesia/Geral | Deixemos descer à vala, o corpo que em vão nos deram | 15 | 3.996 | 02/09/2021 - 09:55 | Português | |
Ministério da Poesia/Geral | A desconstrução | 38 | 4.769 | 02/06/2021 - 22:18 | Português | |
Ministério da Poesia/Geral | Na terra onde ninguém me cala | 1 | 5.070 | 02/06/2021 - 11:14 | Português | |
Poesia/Geral | Esquema gráfico para não sobreviver à morte … | 5 | 4.925 | 02/05/2021 - 12:45 | Português | |
Ministério da Poesia/Geral | Tiras-me as palavras da boca | 1 | 3.818 | 02/03/2021 - 19:31 | Português | |
Ministério da Poesia/Geral | A tenaz negação do eu, | 1 | 6.122 | 01/25/2021 - 22:40 | Português | |
Poesia/Geral | Em pêlo e a galope... | 7 | 4.175 | 11/27/2020 - 18:11 | Português | |
Poesia/Geral | Vencido | 3 | 3.772 | 11/25/2020 - 19:26 | Português | |
Poesia/Geral | O Amor é uma nação em risco, | 1 | 6.110 | 05/03/2020 - 00:37 | Português | |
Ministério da Poesia/Geral | Ninguém me distingue de quem sou eu ... | 1 | 5.012 | 04/20/2020 - 23:34 | Português | |
Ministério da Poesia/Geral | A um Deus pouco divino … | 1 | 4.301 | 04/19/2020 - 12:02 | Português | |
Poesia/Geral | “Hic sunt dracones”, A dor é tudo … | 4 | 4.923 | 04/15/2020 - 16:25 | Português |
Comentários
o tecido é curto, A glote é
o tecido é curto,
A glote é minha assim como a de todos outros
Sem glória, cantando “à capella”, o divino moribundo
E o grotesco aplaudido por milhões de varejas,
o tecido é curto, A glote é
o tecido é curto,
A glote é minha assim como a de todos outros
Sem glória, cantando “à capella”, o divino moribundo
E o grotesco aplaudido por milhões de varejas,
o tecido é curto, A glote é
o tecido é curto,
A glote é minha assim como a de todos outros
Sem glória, cantando “à capella”, o divino moribundo
E o grotesco aplaudido por milhões de varejas,
o tecido é curto, A glote é
o tecido é curto,
A glote é minha assim como a de todos outros
Sem glória, cantando “à capella”, o divino moribundo
E o grotesco aplaudido por milhões de varejas,
o tecido é curto, A glote é
o tecido é curto,
A glote é minha assim como a de todos outros
Sem glória, cantando “à capella”, o divino moribundo
E o grotesco aplaudido por milhões de varejas,
o tecido é curto, A glote é
o tecido é curto,
A glote é minha assim como a de todos outros
Sem glória, cantando “à capella”, o divino moribundo
E o grotesco aplaudido por milhões de varejas,
o tecido é curto, A glote é
o tecido é curto,
A glote é minha assim como a de todos outros
Sem glória, cantando “à capella”, o divino moribundo
E o grotesco aplaudido por milhões de varejas,
o tecido é curto, A glote é
o tecido é curto,
A glote é minha assim como a de todos outros
Sem glória, cantando “à capella”, o divino moribundo
E o grotesco aplaudido por milhões de varejas,
o tecido é curto, A glote é
o tecido é curto,
A glote é minha assim como a de todos outros
Sem glória, cantando “à capella”, o divino moribundo
E o grotesco aplaudido por milhões de varejas,
o tecido é curto, A glote é
o tecido é curto,
A glote é minha assim como a de todos outros
Sem glória, cantando “à capella”, o divino moribundo
E o grotesco aplaudido por milhões de varejas,