Rua dos sentidos orfãos

Sendo eu mudo não penso contar sequer
O que penso, os meus secretos medos
Revelar o que imagino ser dum cavalo
O trovão ou da consistência das nuvens

Que vêm se desfazer contra o monte
Aponto a pouca voz que me resta nunca
A qualquer transeunte que passa
pois penso ser artificial o som que sai

P’las camadas que me revisto de lucidez
Pouca, impermanente… e desespero
Por ser ouvido pelo que mora ao lado
Livre como um cavalo solto ao vento

Inconsciente que aqui estou eu presente
Dando tudo o que imagino ser meu pensar,
Todos os sons que faço embora sem
A flauta transversal de místico

Que tanta falta me faz neste ofício
Infecundo de surdo-mudo na rua
Dos sentidos-órfãos, nós todos, pedintes
E pão…

Joel Matos (01/2016)
http://joel-matos.blogspot.com

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Friday, March 2, 2018 - 16:19

Ministério da Poesia :

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Aponto a pouca voz que me

Aponto a pouca voz que me resta nunca
A qualquer transeunte que passa
pois penso ser artificial o som que sai

P’las camadas que me revisto de lucidez
Pouca, impermanente… e desespero

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Aponto a pouca voz que me

Aponto a pouca voz que me resta nunca
A qualquer transeunte que passa
pois penso ser artificial o som que sai

P’las camadas que me revisto de lucidez
Pouca, impermanente… e desespero

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Aponto a pouca voz que me

Aponto a pouca voz que me resta nunca
A qualquer transeunte que passa
pois penso ser artificial o som que sai

P’las camadas que me revisto de lucidez
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Aponto a pouca voz que me resta nunca
A qualquer transeunte que passa
pois penso ser artificial o som que sai

P’las camadas que me revisto de lucidez
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A qualquer transeunte que passa
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