“Mea Culpa”

É possível ler na paisagem urbana
Aquilo que é difícil, impossível ver
No meu rosto, o esgar sem esforço
Que nem todos entendem, provo a
Loucura a trepar por igrejas frias, nuas
Pra ver o tísico universo, paciente
Responder a um cego mudo brando,
Eu sou o resultado de algo que nego,
Consequente à minha própria
Inconsequência mecânica,
Por conseguinte exponho na pele
E exponencio na consciência sobretudo
O privilégio régio, magnânimo
Como se fosse vício, delinquência
Galga, quiçá consciente a noção do crime
De pungente mea-culpa,
O aborto métrico, sintético,
O desacato mental genérico,
O pensar mais baixo, mais rude, mais duro,
Resinoso, oscilante e menos pragmático,
Eu sou o mau exemplo, o mau futuro
De tudo aquilo que julgam acerca,
A insanidade mental perfeita,
Com mais defeitos que qualidades,
O pé de atleta, o carbúnculo, o seboso,
O obstetra cego, o nado morto, o gordo,
O gago, enfim o geneticamente cru e cruel,
O amargo na boca, o rabo torto da porca …
Jorge Santos (06/2022)
https://namastibet.wordpress.com/
http://namastibetpoems.blogspot.com
Submited by
Poesia :
- Login to post comments
- 4159 reads
Add comment
other contents of Joel
| Topic | Title | Replies | Views |
Last Post |
Language | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Poesia/General | Nunca tive facilidade de agradecer nad'a ninguém | 90 | 124.116 | 02/05/2026 - 19:35 | Portuguese | |
| Poesia/General | Tesoureiros da luz, | 678 | 30.427 | 01/20/2026 - 17:14 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | A sismologia nos símios | 3 | 6.835 | 01/20/2026 - 10:40 | Portuguese | |
| Poesia/General | Cumpro com rigor a derrota | 4 | 7.100 | 01/20/2026 - 10:38 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Cuido que não sei, | 180 | 256.606 | 01/18/2026 - 13:47 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Minha alma é um lego | 512 | 88.093 | 01/18/2026 - 13:44 | Portuguese | |
| Poesia/General | - Papoila é nome de guerra - | 364 | 69.171 | 01/18/2026 - 13:42 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | O mar que não tem a Lua ... | 289 | 289.330 | 01/12/2026 - 12:09 | Portuguese | |
| Poesia/General | A ilusão do Salmão ... | 545 | 387.159 | 01/12/2026 - 11:21 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Hino ao amanhã | 100 | 192.289 | 01/09/2026 - 11:04 | Portuguese | |
| Poesia/General | Da significação aos sonhos ... | 2 | 6.178 | 01/06/2026 - 10:17 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Pedra, tesoura ou papel..."Do que era certo" | 2 | 12.979 | 01/05/2026 - 10:52 | Portuguese | |
| Poesia/General | Deus Ex-Machina, “Anima Vili” ... | 13 | 9.739 | 01/04/2026 - 21:13 | Portuguese | |
| Poesia/General | leve | 25 | 8.402 | 01/04/2026 - 14:16 | Portuguese | |
| Poesia/General | Sou minha própria imagem, | 24 | 7.137 | 01/04/2026 - 14:15 | Portuguese | |
| Poesia/General | Feliz como poucos … | 23 | 5.566 | 01/04/2026 - 14:14 | Portuguese | |
| Poesia/General | A tenaz negação do eu, | 19 | 5.110 | 01/02/2026 - 21:33 | Portuguese | |
| Poesia/General | “Mea Culpa” | 31 | 4.159 | 01/02/2026 - 13:21 | Portuguese | |
| Poesia/General | Não entortem meu sorriso, | 20 | 6.455 | 01/02/2026 - 12:22 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Restolho Ardido… | 21 | 6.055 | 01/02/2026 - 12:21 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Incêndio é uma palavra galga | 15 | 4.203 | 01/02/2026 - 12:21 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Eis a Glande | 15 | 6.080 | 01/02/2026 - 12:20 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Do avesso | 25 | 4.941 | 12/31/2025 - 13:47 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | “Hannibal ad Portus” | 14 | 5.350 | 12/30/2025 - 11:06 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Doa a quem doa, o doer … | 67 | 5.594 | 12/30/2025 - 11:04 | Portuguese |






Comments
A escrita que inspira. Leio
A escrita que inspira.
Leio sempre seus textos e todas as vezes que os leio saio com uma ideia nova.
Abraços poéticos!!!
É possível ler na paisagem
É possível ler na paisagem urbana
Aquilo que é difícil, impossível ver
No meu rosto, o esgar sem esforço
Que nem todos entendem, provo a
Loucura a trepar por igrejas frias, nuas
Pra ver o tísico universo, paciente
Responder a um cego mudo brando,
Eu sou o resultado de algo que nego,
Consequente à minha própria
Inconsequência mecânica,
Por conseguinte exponho na pele
E exponencio na consciência sobretudo
O privilégio régio, magnânimo
Como se fosse vício, delinquência
Galga, quiçá consciente a noção do crime
De pungente mea-culpa,
O aborto métrico, sintético,
O desacato mental genérico,
O pensar mais baixo, mais rude, mais duro,
Resinoso, oscilante e menos pragmático,
Eu sou o mau exemplo, o mau futuro
De tudo aquilo que julgam acerca,
A insanidade mental perfeita,
Com mais defeitos que qualidades,
O pé de atleta, o carbúnculo, o seboso,
O obstetra cego, o nado morto, o gordo,
O gago, enfim o geneticamente cru e cruel,
O amargo na boca, o rabo torto da porca …
Jorge Santos (06/2022)
https://namastibet.wordpress.com/
http://namastibetpoems.blogspot.com
É possível ler na paisagem
É possível ler na paisagem urbana
Aquilo que é difícil, impossível ver
No meu rosto, o esgar sem esforço
Que nem todos entendem, provo a
Loucura a trepar por igrejas frias, nuas
Pra ver o tísico universo, paciente
Responder a um cego mudo brando,
Eu sou o resultado de algo que nego,
Consequente à minha própria
Inconsequência mecânica,
Por conseguinte exponho na pele
E exponencio na consciência sobretudo
O privilégio régio, magnânimo
Como se fosse vício, delinquência
Galga, quiçá consciente a noção do crime
De pungente mea-culpa,
O aborto métrico, sintético,
O desacato mental genérico,
O pensar mais baixo, mais rude, mais duro,
Resinoso, oscilante e menos pragmático,
Eu sou o mau exemplo, o mau futuro
De tudo aquilo que julgam acerca,
A insanidade mental perfeita,
Com mais defeitos que qualidades,
O pé de atleta, o carbúnculo, o seboso,
O obstetra cego, o nado morto, o gordo,
O gago, enfim o geneticamente cru e cruel,
O amargo na boca, o rabo torto da porca …
Jorge Santos (06/2022)
https://namastibet.wordpress.com/
http://namastibetpoems.blogspot.com
É possível ler na paisagem
É possível ler na paisagem urbana
Aquilo que é difícil, impossível ver
No meu rosto, o esgar sem esforço
Que nem todos entendem, provo a
Loucura a trepar por igrejas frias, nuas
Pra ver o tísico universo, paciente
Responder a um cego mudo brando,
Eu sou o resultado de algo que nego,
Consequente à minha própria
Inconsequência mecânica,
Por conseguinte exponho na pele
E exponencio na consciência sobretudo
O privilégio régio, magnânimo
Como se fosse vício, delinquência
Galga, quiçá consciente a noção do crime
De pungente mea-culpa,
O aborto métrico, sintético,
O desacato mental genérico,
O pensar mais baixo, mais rude, mais duro,
Resinoso, oscilante e menos pragmático,
Eu sou o mau exemplo, o mau futuro
De tudo aquilo que julgam acerca,
A insanidade mental perfeita,
Com mais defeitos que qualidades,
O pé de atleta, o carbúnculo, o seboso,
O obstetra cego, o nado morto, o gordo,
O gago, enfim o geneticamente cru e cruel,
O amargo na boca, o rabo torto da porca …
Jorge Santos (06/2022)
https://namastibet.wordpress.com/
http://namastibetpoems.blogspot.com
É possível ler na paisagem
É possível ler na paisagem urbana
Aquilo que é difícil, impossível ver
No meu rosto, o esgar sem esforço
Que nem todos entendem, provo a
Loucura a trepar por igrejas frias, nuas
Pra ver o tísico universo, paciente
Responder a um cego mudo brando,
Eu sou o resultado de algo que nego,
Consequente à minha própria
Inconsequência mecânica,
Por conseguinte exponho na pele
E exponencio na consciência sobretudo
O privilégio régio, magnânimo
Como se fosse vício, delinquência
Galga, quiçá consciente a noção do crime
De pungente mea-culpa,
O aborto métrico, sintético,
O desacato mental genérico,
O pensar mais baixo, mais rude, mais duro,
Resinoso, oscilante e menos pragmático,
Eu sou o mau exemplo, o mau futuro
De tudo aquilo que julgam acerca,
A insanidade mental perfeita,
Com mais defeitos que qualidades,
O pé de atleta, o carbúnculo, o seboso,
O obstetra cego, o nado morto, o gordo,
O gago, enfim o geneticamente cru e cruel,
O amargo na boca, o rabo torto da porca …
Jorge Santos (06/2022)
https://namastibet.wordpress.com/
http://namastibetpoems.blogspot.com
É possível ler na paisagem
É possível ler na paisagem urbana
Aquilo que é difícil, impossível ver
No meu rosto, o esgar sem esforço
Que nem todos entendem, provo a
Loucura a trepar por igrejas frias, nuas
Pra ver o tísico universo, paciente
Responder a um cego mudo brando,
Eu sou o resultado de algo que nego,
Consequente à minha própria
Inconsequência mecânica,
Por conseguinte exponho na pele
E exponencio na consciência sobretudo
O privilégio régio, magnânimo
Como se fosse vício, delinquência
Galga, quiçá consciente a noção do crime
De pungente mea-culpa,
O aborto métrico, sintético,
O desacato mental genérico,
O pensar mais baixo, mais rude, mais duro,
Resinoso, oscilante e menos pragmático,
Eu sou o mau exemplo, o mau futuro
De tudo aquilo que julgam acerca,
A insanidade mental perfeita,
Com mais defeitos que qualidades,
O pé de atleta, o carbúnculo, o seboso,
O obstetra cego, o nado morto, o gordo,
O gago, enfim o geneticamente cru e cruel,
O amargo na boca, o rabo torto da porca …
Jorge Santos (06/2022)
https://namastibet.wordpress.com/
http://namastibetpoems.blogspot.com
É possível ler na paisagem
É possível ler na paisagem urbana
Aquilo que é difícil, impossível ver
No meu rosto, o esgar sem esforço
Que nem todos entendem, provo a
Loucura a trepar por igrejas frias, nuas
Pra ver o tísico universo, paciente
Responder a um cego mudo brando,
Eu sou o resultado de algo que nego,
Consequente à minha própria
Inconsequência mecânica,
Por conseguinte exponho na pele
E exponencio na consciência sobretudo
O privilégio régio, magnânimo
Como se fosse vício, delinquência
Galga, quiçá consciente a noção do crime
De pungente mea-culpa,
O aborto métrico, sintético,
O desacato mental genérico,
O pensar mais baixo, mais rude, mais duro,
Resinoso, oscilante e menos pragmático,
Eu sou o mau exemplo, o mau futuro
De tudo aquilo que julgam acerca,
A insanidade mental perfeita,
Com mais defeitos que qualidades,
O pé de atleta, o carbúnculo, o seboso,
O obstetra cego, o nado morto, o gordo,
O gago, enfim o geneticamente cru e cruel,
O amargo na boca, o rabo torto da porca …
Jorge Santos (06/2022)
https://namastibet.wordpress.com/
http://namastibetpoems.blogspot.com
É possível ler na paisagem
É possível ler na paisagem urbana
Aquilo que é difícil, impossível ver
No meu rosto, o esgar sem esforço
Que nem todos entendem, provo a
Loucura a trepar por igrejas frias, nuas
Pra ver o tísico universo, paciente
Responder a um cego mudo brando,
Eu sou o resultado de algo que nego,
Consequente à minha própria
Inconsequência mecânica,
Por conseguinte exponho na pele
E exponencio na consciência sobretudo
O privilégio régio, magnânimo
Como se fosse vício, delinquência
Galga, quiçá consciente a noção do crime
De pungente mea-culpa,
O aborto métrico, sintético,
O desacato mental genérico,
O pensar mais baixo, mais rude, mais duro,
Resinoso, oscilante e menos pragmático,
Eu sou o mau exemplo, o mau futuro
De tudo aquilo que julgam acerca,
A insanidade mental perfeita,
Com mais defeitos que qualidades,
O pé de atleta, o carbúnculo, o seboso,
O obstetra cego, o nado morto, o gordo,
O gago, enfim o geneticamente cru e cruel,
O amargo na boca, o rabo torto da porca …
Jorge Santos (06/2022)
https://namastibet.wordpress.com/
http://namastibetpoems.blogspot.com
É possível ler na paisagem
É possível ler na paisagem urbana
Aquilo que é difícil, impossível ver
No meu rosto, o esgar sem esforço
Que nem todos entendem, provo a
Loucura a trepar por igrejas frias, nuas
Pra ver o tísico universo, paciente
Responder a um cego mudo brando,
Eu sou o resultado de algo que nego,
Consequente à minha própria
Inconsequência mecânica,
Por conseguinte exponho na pele
E exponencio na consciência sobretudo
O privilégio régio, magnânimo
Como se fosse vício, delinquência
Galga, quiçá consciente a noção do crime
De pungente mea-culpa,
O aborto métrico, sintético,
O desacato mental genérico,
O pensar mais baixo, mais rude, mais duro,
Resinoso, oscilante e menos pragmático,
Eu sou o mau exemplo, o mau futuro
De tudo aquilo que julgam acerca,
A insanidade mental perfeita,
Com mais defeitos que qualidades,
O pé de atleta, o carbúnculo, o seboso,
O obstetra cego, o nado morto, o gordo,
O gago, enfim o geneticamente cru e cruel,
O amargo na boca, o rabo torto da porca …
Jorge Santos (06/2022)
https://namastibet.wordpress.com/
http://namastibetpoems.blogspot.com
É possível ler na paisagem
É possível ler na paisagem urbana
Aquilo que é difícil, impossível ver
No meu rosto, o esgar sem esforço
Que nem todos entendem, provo a
Loucura a trepar por igrejas frias, nuas
Pra ver o tísico universo, paciente
Responder a um cego mudo brando,
Eu sou o resultado de algo que nego,
Consequente à minha própria
Inconsequência mecânica,
Por conseguinte exponho na pele
E exponencio na consciência sobretudo
O privilégio régio, magnânimo
Como se fosse vício, delinquência
Galga, quiçá consciente a noção do crime
De pungente mea-culpa,
O aborto métrico, sintético,
O desacato mental genérico,
O pensar mais baixo, mais rude, mais duro,
Resinoso, oscilante e menos pragmático,
Eu sou o mau exemplo, o mau futuro
De tudo aquilo que julgam acerca,
A insanidade mental perfeita,
Com mais defeitos que qualidades,
O pé de atleta, o carbúnculo, o seboso,
O obstetra cego, o nado morto, o gordo,
O gago, enfim o geneticamente cru e cruel,
O amargo na boca, o rabo torto da porca …
Jorge Santos (06/2022)
https://namastibet.wordpress.com/
http://namastibetpoems.blogspot.com