Carta

As minhas palavras estão perdendo o sentido!
Porque tu és a fonte que alimenta a minha inspiração,
e esta fonte se seca com o tempo e a distância,
mesmo assim tento reatar no fundo a vivacidade que tu transmites-me...
O teu calor acende a única chama em mim.

Um agro sorriso foi arrancado de minha alma
no momento em que ouvi a tua voz num retinir leve,
tão nítida que deu para imaginar a suave fragrância de teu perfume.

Vossa impassível força partiu meu ser em dois,
é duro vê-la separada pelas horas e pela longitude,
sem exultar de júbilo em ti.

Mais que o vinho,
tuas carícias inebriar-me-iam.

Meu coração e minha carne exultam
pelo teu nome 
e o teu vigor aumenta à medida que penso em ti.
Sinto-te num dia de angústia, 
recuso qualquer consolação,
por sentir o meu espírito desfalecer perante tua lembrança.

Seu cálido olhar abriu uma fresta,
deixando a luz incidir nestes meus tristes olhos,
agora vejo que eternamente meu nardo vai exalar teu perfume,
infinitamente minha vida será o desejo de saber o que será.
.


 

Submited by

Monday, May 9, 2011 - 16:08

Poesia :

No votes yet

Alcantra

Alcantra's picture
Offline
Title: Membro
Last seen: 11 years 17 weeks ago
Joined: 04/14/2009
Posts:
Points: 1563

Comments

MariaButterfly's picture

Existem distâncias, que não

Existem distâncias, que não são suficientes

Pra não sentir.

Gostei mt,

beijos
 

MarneDulinski's picture

Carta

Bélissimo poema, gostei muito!

Um abraço,

Marne

Add comment

Login to post comments

other contents of Alcantra

Topic Title Replies Views Last Postsort icon Language
Críticas/Books Quando Nietzsche chorou - Irvin D. Yalom 0 2.991 11/19/2010 - 02:40 Portuguese
Críticas/Movies O LIBERTINO 0 2.248 11/19/2010 - 02:40 Portuguese
Críticas/Books ULISSES de JAMES JOYCE 0 2.714 11/19/2010 - 02:40 Portuguese
Prosas/Drama Idas da Volta que ainda não sou 0 2.422 11/19/2010 - 00:05 Portuguese
Prosas/Others Apenas num jornal 0 1.535 11/19/2010 - 00:03 Portuguese
Prosas/Drama Saliva ácida 0 2.512 11/18/2010 - 23:56 Portuguese
Poesia/Meditation A hipocrisia do verme 0 2.580 11/17/2010 - 23:53 Portuguese
Poesia/Love Simplesmente Ela 4 1.534 09/11/2010 - 01:47 Portuguese
Poesia/General Emulação da candura 2 1.330 09/09/2010 - 17:20 Portuguese
Poesia/General Falésias debruçadas 4 1.854 08/28/2010 - 16:31 Portuguese
Poesia/Aphorism Rubra Janela da tarde 2 1.599 07/30/2010 - 18:42 Portuguese
Poesia/Intervention Ziguezagueia destino ziguezagueante 3 1.782 07/18/2010 - 14:12 Portuguese
Poesia/General Os trilhos estão indo... 3 1.500 07/05/2010 - 04:27 Portuguese
Poesia/General Laços da língua 1 2.082 06/18/2010 - 02:22 Portuguese
Poesia/Aphorism Arma que se arma 1 1.483 06/02/2010 - 17:06 Portuguese
Poesia/General Último dia Último 7 1.272 05/26/2010 - 19:35 Portuguese
Poesia/General A poesia está morta 2 1.296 05/15/2010 - 04:21 Portuguese
Poesia/General A privada do gigante 1 1.887 05/09/2010 - 22:32 Portuguese
Prosas/Others A criação do Demônio Interior 1 2.192 04/26/2010 - 19:19 Portuguese
Poesia/General Triste aperto de mãos 5 1.707 04/22/2010 - 23:29 Portuguese
Poesia/Intervention Entretanto, vicissitudes... 4 1.354 04/19/2010 - 16:18 Portuguese
Poesia/General Selo de poesia 5 1.711 04/12/2010 - 16:16 Portuguese
Poesia/Intervention Ferro quente 5 1.472 04/10/2010 - 18:33 Portuguese
Poesia/Love Cativo 4 1.834 04/06/2010 - 00:36 Portuguese
Poesia/General Colar boca a boca - Soltar boca da boca 3 1.522 03/31/2010 - 19:55 Portuguese