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Eterium

Tão mesquinha é a vida,
Tão frágil tão fugaz,
No ventre que te aquece,
Que te forma que te faz.
Tão fraco, tão pequeno, tão humilde te inicias
E és puro, és alegre, és criança,
Tão bela por si só
E és homem futuro, fruto da esperança.
Tão jovem, tão vivo, tão selvagem,
tão imaturo, já menos puro, adulto que te fazes ser
E convives e aprendes e criticas
E cresces, como cresces, tudo serve para crescer.
Entre lágrimas,anseios,gargalhadas,
Felicidade, faz de conta e sentimentos em estado bruto,
Desilusões, mais desilusões, de novo gargalhadas,
Por entre dores e friezas fazes-te adulto.
Ocupado, preocupado, entretido,
Talvez o auge do homem que foi esperança,
Prendes-te no trabalho, procrias e produzes para o mundo,
Sonhas, libertas-te e voltas a ser criança.
Ah! Agora és saudade, és recordação,
És exemplo, és mãe ou pai.
És triste na alma, triste no corpo,
esse corpo...que te cai.
Depois és voz de quem sabe da vida,
Voz de quem plantou árvores de fruto
E os frutos amadurecem com tanta rapidez,
que o tempo passou e a vida foi um minuto.
Agora és apenas tu, resignado à tua condição.
De um filme lindo que querias ter vivido,
a vida foi uma curta metragem.
Humilde, fraco, esquecido...apagas-te para o mundo
e cumpres a viagem.

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sábado, março 5, 2011 - 02:37

Poesia :

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paullopex

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