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Prato das tardes de Bordô

Acordei sentei-me à mesa
E instei ao ar
A janela
Para tomar o café de imagens imersas
Do outro lado da rua...

Vê lá, oh dona formosa com garças de seda
Espalhadas pelas lisas estrelas de pele nos seios
A salvar todos os grandes astros namorados
Vizinhos da lua e da serra dos Ciúmes
Com tormentas bravias pelas constelações

Sabores beges soltos nos eixos da beleza
Sob gotas que levam anos para encontrar chãos
Sob céus já esgotados de tão copulados,
Desde as inocentes jangadas da visagem.

Vê lá, oh dona formosa com preguiças brejeiras,
Acolhe este lugar,
Cor de
Planícies vítreas porões de céus alados,
Os pássaros cantam a nossa língua
E a montanha hospeda
De braços feitos de aconchego e deleite outonal,
Nos pensamentos que não morrem,
Nos sérios faz-de-conta soletrados,
Nos portões que se abrem sozinhos,
Na beleza das flores do mar.

O alimento é servido em pratos bordôs,
Todos são santos deuses & silêncio,
São músicas danças verões invernos,
São pombos flanando à captura dos astros do cosmo,
São varandas e eternas belas visões,
São amorosos beijos para sempre,
Para sempre.,

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terça-feira, junho 19, 2012 - 16:00

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Alcantra

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