Se eu fosse eu

Se não fosse eu,
Sentiria a sensação de ser outro,
Dando a possibilidade de eu não ser
Dono d’minha veracidade, em ter
Um modo inconsciente d’mim, eu
Mesmo baço d’trás da minha vista,
Dos meus olhos, interior anexo
Da minha cabeça sobretudo curva
No que pensa acerca do Mundo,
Da realidade real, independente
De outra onde afirma ser eu outro
De corpo ausente, embora ainda
Pressinta não ter paralelo do lado
Real, inda que me esforce por ser
Eu mesmo, aqui ao lado, não doutro
Como divisão externa de ser mesmo
Eu próprio e não outro, por ordem
Diversa de vizinhança, sendo isso
Uma realidade atribuível por mim,
Não o contrário do que é suposto
Ser, eu o contexto e não o cenário,
Eu em papelão molhado, moldado
Feito à imagem e semelhança das
Coisas fáceis de moldar, em cartão
Canelado, sem verdadeira realidade
Calibrada, e real quanto a vida nunca
Poderá dar-me, nem eu me explicar
Perante mim, e muito menos face a
Todos, aos quais não partilho muito,
E muito menos a minha intimidade
Falsa, excepto dum hábil suposto,
Se eu fosse eu.
Joel Matos (15 Janeiro 2023)
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Se não fosse eu, Sentiria a
Se não fosse eu,
Sentiria a sensação de ser outro,
Dando a possibilidade de eu não ser
Dono d’minha veracidade, em ter
Um modo inconsciente d’mim, eu
Mesmo baço d’trás da minha vista,
Dos meus olhos, interior anexo
Da minha cabeça sobretudo curva
No que pensa acerca do Mundo,
Da realidade real, independente
De outra onde afirma ser eu outro
De corpo ausente, embora ainda
Pressinta não ter paralelo do lado
Real, inda que me esforce por ser
Eu mesmo, aqui ao lado, não doutro
Como divisão externa de ser mesmo
Eu próprio e não outro, por ordem
Diversa de vizinhança, sendo isso
Uma realidade atribuível por mim,
Não o contrário do que é suposto
Ser, eu o contexto e não o cenário,
Eu em papelão molhado, moldado
Feito à imagem e semelhança das
Coisas fáceis de moldar, em cartão
Canelado, sem verdadeira realidade
Calibrada, e real quanto a vida nunca
Poderá dar-me, nem eu me explicar
Perante mim, e muito menos face a
Todos, aos quais não partilho muito,
E muito menos a minha intimidade
Falsa, excepto dum hábil suposto,
Se eu fosse eu.
Joel Matos (15 Janeiro 2023)
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Se não fosse eu, Sentiria a
Se não fosse eu,
Sentiria a sensação de ser outro,
Dando a possibilidade de eu não ser
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Um modo inconsciente d’mim, eu
Mesmo baço d’trás da minha vista,
Dos meus olhos, interior anexo
Da minha cabeça sobretudo curva
No que pensa acerca do Mundo,
Da realidade real, independente
De outra onde afirma ser eu outro
De corpo ausente, embora ainda
Pressinta não ter paralelo do lado
Real, inda que me esforce por ser
Eu mesmo, aqui ao lado, não doutro
Como divisão externa de ser mesmo
Eu próprio e não outro, por ordem
Diversa de vizinhança, sendo isso
Uma realidade atribuível por mim,
Não o contrário do que é suposto
Ser, eu o contexto e não o cenário,
Eu em papelão molhado, moldado
Feito à imagem e semelhança das
Coisas fáceis de moldar, em cartão
Canelado, sem verdadeira realidade
Calibrada, e real quanto a vida nunca
Poderá dar-me, nem eu me explicar
Perante mim, e muito menos face a
Todos, aos quais não partilho muito,
E muito menos a minha intimidade
Falsa, excepto dum hábil suposto,
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Dos meus olhos, interior anexo
Da minha cabeça sobretudo curva
No que pensa acerca do Mundo,
Da realidade real, independente
De outra onde afirma ser eu outro
De corpo ausente, embora ainda
Pressinta não ter paralelo do lado
Real, inda que me esforce por ser
Eu mesmo, aqui ao lado, não doutro
Como divisão externa de ser mesmo
Eu próprio e não outro, por ordem
Diversa de vizinhança, sendo isso
Uma realidade atribuível por mim,
Não o contrário do que é suposto
Ser, eu o contexto e não o cenário,
Eu em papelão molhado, moldado
Feito à imagem e semelhança das
Coisas fáceis de moldar, em cartão
Canelado, sem verdadeira realidade
Calibrada, e real quanto a vida nunca
Poderá dar-me, nem eu me explicar
Perante mim, e muito menos face a
Todos, aos quais não partilho muito,
E muito menos a minha intimidade
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No que pensa acerca do Mundo,
Da realidade real, independente
De outra onde afirma ser eu outro
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Calibrada, e real quanto a vida nunca
Poderá dar-me, nem eu me explicar
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No que pensa acerca do Mundo,
Da realidade real, independente
De outra onde afirma ser eu outro
De corpo ausente, embora ainda
Pressinta não ter paralelo do lado
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Eu mesmo, aqui ao lado, não doutro
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Uma realidade atribuível por mim,
Não o contrário do que é suposto
Ser, eu o contexto e não o cenário,
Eu em papelão molhado, moldado
Feito à imagem e semelhança das
Coisas fáceis de moldar, em cartão
Canelado, sem verdadeira realidade
Calibrada, e real quanto a vida nunca
Poderá dar-me, nem eu me explicar
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Dos meus olhos, interior anexo
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No que pensa acerca do Mundo,
Da realidade real, independente
De outra onde afirma ser eu outro
De corpo ausente, embora ainda
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Eu mesmo, aqui ao lado, não doutro
Como divisão externa de ser mesmo
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Não o contrário do que é suposto
Ser, eu o contexto e não o cenário,
Eu em papelão molhado, moldado
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Poderá dar-me, nem eu me explicar
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De outra onde afirma ser eu outro
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Da realidade real, independente
De outra onde afirma ser eu outro
De corpo ausente, embora ainda
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Como divisão externa de ser mesmo
Eu próprio e não outro, por ordem
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Uma realidade atribuível por mim,
Não o contrário do que é suposto
Ser, eu o contexto e não o cenário,
Eu em papelão molhado, moldado
Feito à imagem e semelhança das
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Canelado, sem verdadeira realidade
Calibrada, e real quanto a vida nunca
Poderá dar-me, nem eu me explicar
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Mesmo baço d’trás da minha vista,
Dos meus olhos, interior anexo
Da minha cabeça sobretudo curva
No que pensa acerca do Mundo,
Da realidade real, independente
De outra onde afirma ser eu outro
De corpo ausente, embora ainda
Pressinta não ter paralelo do lado
Real, inda que me esforce por ser
Eu mesmo, aqui ao lado, não doutro
Como divisão externa de ser mesmo
Eu próprio e não outro, por ordem
Diversa de vizinhança, sendo isso
Uma realidade atribuível por mim,
Não o contrário do que é suposto
Ser, eu o contexto e não o cenário,
Eu em papelão molhado, moldado
Feito à imagem e semelhança das
Coisas fáceis de moldar, em cartão
Canelado, sem verdadeira realidade
Calibrada, e real quanto a vida nunca
Poderá dar-me, nem eu me explicar
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Sentiria a sensação de ser outro,
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Dos meus olhos, interior anexo
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No que pensa acerca do Mundo,
Da realidade real, independente
De outra onde afirma ser eu outro
De corpo ausente, embora ainda
Pressinta não ter paralelo do lado
Real, inda que me esforce por ser
Eu mesmo, aqui ao lado, não doutro
Como divisão externa de ser mesmo
Eu próprio e não outro, por ordem
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Uma realidade atribuível por mim,
Não o contrário do que é suposto
Ser, eu o contexto e não o cenário,
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