O meu préstimo…

Não sei se “m’apresto” ou se m’avenço,
Nem sei que préstamo tenciona
O dom me emprestar nesta Terra…
Nem o que ela me cobra por ser
Vivo ancião-penso só no presente,
Porquanto no contrário ateimo,
Se viver no passado dispenso
O agora e só, quadrado compacto,
Mas não separo os dois deste lego,
Por temor um ao outro, por bom senso
Ou pelo receio que infecundo é
Seguir no futuro trem astral e atrasado
Demais pra curva-atada dupla,
Da Terra turba e eu nela aposte
E apenas nela, da margem noja,
Low-cost ou Prada céu-da-boca, (sei lá),
Sem que eu a ela acresça, em cena
Agora:- A minha aparente conquista,
Desta feira-d’aluguer e eu, louco-d‘aldeia,
Que se chama Terra-minha-acanhada,
-Não sei, ao menos, se me apregoaram
Devidamente à entrada em palco,
Mas ouso enfrentar-vos aos dois,
Passado e futuro, num só tempo,
Em via de ferro dupla e curva,
Sendo eminente, a catarse dum
Espírito meu, obediente sub-fogo-fátuo,
Não crendo seu supra-préstimo,
De vidente de feira da ladra,
Sem pago de mestre nem mester,
Pago por medalha grega d’vintém
Ou magro ornato de oiro pálido.
Joel Matos (11/2014)
Submited by
Ministério da Poesia :
- Inicie sesión para enviar comentarios
- 16852 reads
Add comment
other contents of Joel
| Tema | Título | Respuestas | Lecturas |
Último envío |
Idioma | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Ministério da Poesia/General | Patchwork... | 2 | 6.963 | 06/21/2021 - 14:44 | Portuguese | |
| Poesia/General | A síndrome de Savanah | 1 | 7.751 | 06/21/2021 - 14:43 | Portuguese | |
| Poesia/General | A sucessão dos dias e a sede de voyeur ... | 1 | 12.411 | 06/21/2021 - 14:42 | Portuguese | |
| Poesia/General | Daniel Faria, excerto “Do que era certo” | 1 | 6.762 | 06/21/2021 - 14:41 | Portuguese | |
| Poesia/General | Objectos próximos, | 1 | 6.681 | 06/21/2021 - 14:40 | Portuguese | |
| Poesia/General | Na minha terra não há terra, | 1 | 5.162 | 06/21/2021 - 14:38 | Portuguese | |
| Poesia/General | Esquecer é ser esquecido | 1 | 6.601 | 06/21/2021 - 14:37 | Portuguese | |
| Poesia/General | Perdida a humanidade em mim | 1 | 6.446 | 06/21/2021 - 14:37 | Portuguese | |
| Poesia/General | Não passo de um sonho vago, alheio | 2 | 6.754 | 06/21/2021 - 14:36 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Epistemologia dos Sismos | 1 | 6.176 | 06/21/2021 - 14:34 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Me perco em querer | 1 | 6.309 | 06/21/2021 - 14:33 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Por um ténue, pálido fio de tule | 1 | 6.884 | 06/21/2021 - 14:33 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Prefiro rosas púrpuras ... | 1 | 4.876 | 06/21/2021 - 14:33 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | A simbologia dos cimos | 1 | 6.492 | 06/21/2021 - 14:32 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Pangeia e a deriva continental | 1 | 7.640 | 06/21/2021 - 14:32 | Portuguese | |
| Poesia/General | Minh’alma é uma floresta | 1 | 3.794 | 06/21/2021 - 14:31 | Portuguese | |
| Poesia/General | O lugar que não se vê ... | 1 | 5.299 | 06/21/2021 - 14:31 | Portuguese | |
| Poesia/General | Meus sonhos são “de acordo” ao sonhado, | 1 | 6.466 | 06/21/2021 - 14:31 | Portuguese | |
| Poesia/General | Apologia das coisas bizarras | 1 | 4.421 | 06/21/2021 - 14:30 | Portuguese | |
| Poesia/General | Gostar de estar vivo, dói! | 1 | 3.412 | 06/21/2021 - 14:30 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Os Dias Nossos do Isolamento | 1 | 4.738 | 06/21/2021 - 14:28 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Permaneço mudo | 1 | 4.344 | 06/21/2021 - 14:28 | Portuguese | |
| Ministério da Poesia/General | Deixai-vos descer à vala, | 1 | 5.903 | 06/21/2021 - 14:28 | Portuguese | |
| Poesia/General | "Phallu" de Pompeii! | 1 | 7.827 | 06/21/2021 - 14:27 | Portuguese | |
| Poesia/General | Humano-descendentes | 9 | 7.987 | 06/21/2021 - 14:27 | Portuguese |






Comentarios
Não sei se “m’apresto” ou se
Não sei se “m’apresto” ou se m’avenço,
Nem sei que préstamo tenciona
O dom me emprestar nesta Terra…
Nem o que ela me cobra por ser
Vivo ancião-penso só no presente,
Porquanto no contrário ateimo,
Se viver no passado dispenso
O agora e só, quadrado compacto,
Mas não separo os dois deste lego,
Por temor um ao outro, por bom senso
Ou pelo receio que infecundo é
Seguir no futuro trem astral e atrasado
Demais pra curva-atada dupla,
Não sei se “m’apresto” ou se
Não sei se “m’apresto” ou se m’avenço,
Nem sei que préstamo tenciona
O dom me emprestar nesta Terra…
Nem o que ela me cobra por ser
Vivo ancião-penso só no presente,
Porquanto no contrário ateimo,
Se viver no passado dispenso
O agora e só, quadrado compacto,
Mas não separo os dois deste lego,
Por temor um ao outro, por bom senso
Ou pelo receio que infecundo é
Seguir no futuro trem astral e atrasado
Demais pra curva-atada dupla,
Não sei se “m’apresto” ou se
Não sei se “m’apresto” ou se m’avenço,
Nem sei que préstamo tenciona
O dom me emprestar nesta Terra…
Nem o que ela me cobra por ser
Vivo ancião-penso só no presente,
Porquanto no contrário ateimo,
Se viver no passado dispenso
O agora e só, quadrado compacto,
Mas não separo os dois deste lego,
Por temor um ao outro, por bom senso
Ou pelo receio que infecundo é
Seguir no futuro trem astral e atrasado
Demais pra curva-atada dupla,
Não sei se “m’apresto” ou se
Não sei se “m’apresto” ou se m’avenço,
Nem sei que préstamo tenciona
O dom me emprestar nesta Terra…
Nem o que ela me cobra por ser
Vivo ancião-penso só no presente,
Porquanto no contrário ateimo,
Se viver no passado dispenso
O agora e só, quadrado compacto,
Mas não separo os dois deste lego,
Por temor um ao outro, por bom senso
Ou pelo receio que infecundo é
Seguir no futuro trem astral e atrasado
Demais pra curva-atada dupla,
Não sei se “m’apresto” ou se
Não sei se “m’apresto” ou se m’avenço,
Nem sei que préstamo tenciona
O dom me emprestar nesta Terra…
Nem o que ela me cobra por ser
Vivo ancião-penso só no presente,
Porquanto no contrário ateimo,
Se viver no passado dispenso
O agora e só, quadrado compacto,
Mas não separo os dois deste lego,
Por temor um ao outro, por bom senso
Ou pelo receio que infecundo é
Seguir no futuro trem astral e atrasado
Demais pra curva-atada dupla,
Não sei se “m’apresto” ou se
Não sei se “m’apresto” ou se m’avenço,
Nem sei que préstamo tenciona
O dom me emprestar nesta Terra…
Nem o que ela me cobra por ser
Vivo ancião-penso só no presente,
Porquanto no contrário ateimo,
Se viver no passado dispenso
O agora e só, quadrado compacto,
Mas não separo os dois deste lego,
Por temor um ao outro, por bom senso
Ou pelo receio que infecundo é
Seguir no futuro trem astral e atrasado
Demais pra curva-atada dupla,
Não sei se “m’apresto” ou se
Não sei se “m’apresto” ou se m’avenço,
Nem sei que préstamo tenciona
O dom me emprestar nesta Terra…
Nem o que ela me cobra por ser
Vivo ancião-penso só no presente,
Porquanto no contrário ateimo,
Se viver no passado dispenso
O agora e só, quadrado compacto,
Mas não separo os dois deste lego,
Por temor um ao outro, por bom senso
Ou pelo receio que infecundo é
Seguir no futuro trem astral e atrasado
Demais pra curva-atada dupla,
Não sei se “m’apresto” ou se
Não sei se “m’apresto” ou se m’avenço,
Nem sei que préstamo tenciona
O dom me emprestar nesta Terra…
Nem o que ela me cobra por ser
Vivo ancião-penso só no presente,
Porquanto no contrário ateimo,
Se viver no passado dispenso
O agora e só, quadrado compacto,
Mas não separo os dois deste lego,
Por temor um ao outro, por bom senso
Ou pelo receio que infecundo é
Seguir no futuro trem astral e atrasado
Demais pra curva-atada dupla,
Não sei se “m’apresto” ou se
Não sei se “m’apresto” ou se m’avenço,
Nem sei que préstamo tenciona
O dom me emprestar nesta Terra…
Nem o que ela me cobra por ser
Vivo ancião-penso só no presente,
Porquanto no contrário ateimo,
Se viver no passado dispenso
O agora e só, quadrado compacto,
Mas não separo os dois deste lego,
Por temor um ao outro, por bom senso
Ou pelo receio que infecundo é
Seguir no futuro trem astral e atrasado
Demais pra curva-atada dupla,
Não sei se “m’apresto” ou se
Não sei se “m’apresto” ou se m’avenço,
Nem sei que préstamo tenciona
O dom me emprestar nesta Terra…
Nem o que ela me cobra por ser
Vivo ancião-penso só no presente,
Porquanto no contrário ateimo,
Se viver no passado dispenso
O agora e só, quadrado compacto,
Mas não separo os dois deste lego,
Por temor um ao outro, por bom senso
Ou pelo receio que infecundo é
Seguir no futuro trem astral e atrasado
Demais pra curva-atada dupla,