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Fetiche ao Imaginário
Quem disse que não, se engana!
Removo reinos para servir-te,
Deténs o dom de, ao tocar-me,
Traduzir o átomo divino que trago
Por dentro. Indomável, gigante!
Meus nervos explodirem em arte
na túrgida vibração da música
Assim como a musa que serve
De estandarte à ordem da matéria
A obra que não se desgasta
não se comporta...
Enverga a coluna do homem
Lhe dobra pela lei pétrea que eleva
a carne ao tempo eterno.
Escraviza-me!
Enraíza em mim seu idioma, em minha pele!
Seu código genético em alto-relevo, me revele
Desejo ardente do eterno servir-te!
Selvagem, te reverencio...
Rendo sacrifícios, meu sangue na tijela
É meu oficio, estala a chibata na omoplata!
Abre um sulco, sem aviso!
A descarga de elétrons doma com seu chicote
E ordena que eu trabalhe!
Atingi o estado que paralisa o tempo
Dopado no suor de meu corpo. Exausto!
Ah... e fractais de memória
São tácteis, embora xilogravadas em mármore
E ventanias, são devaneios... de Fausto!
Tempo, que importa? Desejo servir-te
Meu corpo sem córtex a desejar-te
Sonidos a parte, te divinizam
Mirror de rosto em horrores
Desfigurada imagem da arte
A bruta matéria agoniza
E o cerebelo se regozija
É droga que hipnotiza
Música que embala:
bigorna, estribo e martelo
que vibra
Tímpano, olfato
meu tato desmaterializa
os verbos todos em cinzas
Em êxtase expando a retina
A tinta de seus cabelos me tinge...
Me atinge em cheio... no meio da testa
Oh Realidade!
Um tiro
São sete os pontos cardeais...
Um lado,
o outro,
pra cima,
pra baixo,
De frente,
atrás e
por dentro
O certo é que nos encontraremos
pelas esquinas do universo
Onde materia e sonho se acasalam,
estrelas se reproduzem
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